Sentir tristeza, medo ou ansiedade faz parte da vida. Mas como identificar quando essas emoções deixam de ser respostas naturais e podem indicar um transtorno mental? Em entrevista ao programa Manhã Z ao Vivo, o psiquiatra e pesquisador Pedro Mário Pan, do  Instituto Ame Sua Mente, explicou quais sinais merecem atenção e por que a avaliação clínica é importante para um diagnóstico adequado.

O especialista destacou que não basta considerar a presença isolada de um sintoma. É preciso avaliar sua intensidade, duração e os impactos na rotina, nas relações e nas atividades cotidianas. Assim, diagnósticos precisos evitam a banalização do sofrimento e direcionam para o tratamento correto.

 

Pedro Pan fala sobre transtorno mental

Como diferenciar tristeza de um transtorno mental?

A tristeza é uma emoção natural, que pode surgir diante de perdas, frustrações e outras experiências da vida. Entretanto, quando determinados sintomas persistem e passam a afetar o funcionamento cotidiano, é importante investigar a possibilidade de um transtorno depressivo.

Pedro explica que o diagnóstico de depressão considera diferentes critérios clínicos, incluindo alterações emocionais, cognitivas e físicas.

“Geralmente, esses sinais num quadro depressivo vêm acompanhados de uma dificuldade de se concentrar, perda de prazer pelas coisas, de um aumento ou perda de apetite, de um atrapalho no sono”, diz.

Dessa forma, a avaliação não se limita à intensidade da tristeza, mas considera outras manifestações e seus efeitos sobre a vida da pessoa.

Quando o medo e a ansiedade deixam de ser naturais

O medo é uma emoção que desempenha um papel importante na proteção diante de possíveis ameaças. Da mesma forma, a ansiedade pode nos preparar para situações que exigem atenção e capacidade de resposta.

Entretanto, quando essas emoções se tornam excessivamente intensas ou persistentes e passam a interferir nas atividades cotidianas, é importante reconhecer os sinais de alerta.

“Quando esse medo é tão intenso que te paralisa, e você não consegue fazer o que precisa fazer, fica tão preso em não dar certo, aí você percebe que deixou de ser algo natural”, alerta Pedro.

Nem toda tristeza representa depressão, assim como nem todo medo ou ansiedade caracteriza um transtorno mental. Por isso, o diagnóstico de um transtorno mental exige uma avaliação clínica que considere o conjunto de sintomas, seu contexto e os impactos na vida cotidiana.

Reconhecer quando essas emoções se tornam intensas, persistentes ou passam a interferir na rotina é importante para identificar a necessidade de apoio profissional. O especialista do Instituto Ame Sua Mente reforça que compreender sinais de sofrimento e buscar ajuda são passos decisivos para recuperar a autonomia.

 

Veja a reportagem completa.— a participação de Pedro Pan começa em 1:33:14.
Publicada em 13 de agosto de 2026. 

Newsletter

Assine a newsletter e receba conteúdos qualificados sobre saúde mental no seu e-mail.
Faça parte desse movimento #amesuamente

    Nos diga o tipo de conteúdo que tem interesse:

    © 2023 por Ame Sua Mente

    Ame sua mente
    logo_l

    ©2023 por Ame Sua Mente