Em sua participação no episódio #10 do Podcast Voz e Visão, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista do Instituto Ame Sua Mente, apresenta os principais desafios e estratégias para promover a saúde mental no ambiente corporativo. Ao longo da conversa, ele trouxe insights relevantes tanto para empresas, bem como os profissionais, destacando como o cuidado emocional impacta diretamente produtividade, engajamento e bem-estar.
Logo no início, Estanislau alerta para os perigos de uma cultura que glorifica o trabalho excessivo. Quando o desempenho é encarado como prova de heroísmo, o autocuidado perde espaço. “No ambiente corporativo, a pressão por resultados pode criar uma imagem de super-herói que leva à negligência do autocuidado”, explica o psiquiatra.
Assim, o comportamento aparentemente admirável — trabalhar demais e nunca descansar — se transforma em fonte de adoecimento psíquico. Além disso, essa dinâmica aumenta a sobrecarga, eleva o estresse e normaliza um ritmo insustentável, prejudicando equipes inteiras.
Estratégias para melhorar a saúde mental no ambiente corporativo
O pesquisador também defende o uso da alfabetização emocional como ferramenta estratégica para empresas. “Empresas que investem em capacitação sobre processos básicos de estresse e ansiedade colhem benefícios diretos na produtividade e no clima organizacional”, destaca.
Em outras palavras, compreender emoções é uma habilidade corporativa, não apenas um cuidado individual. Desse modo, investir em saúde mental deixa de ser custo e se torna vantagem competitiva direta no mercado.
Pilares da saúde mental no ambiente corporativo
Outro ponto importante é a qualidade do sono. Segundo Estanislau, o sono funciona como um pilar essencial da saúde mental e da performance. Profissionais que dormem bem tomam decisões melhores, lidam com pressões diárias de forma mais equilibrada e mantêm maior clareza diante de conflitos e demandas. Portanto, promover rotinas saudáveis e limites de jornada não é apenas humanização, mas gestão inteligente.
Por fim, o psiquiatra explica a relação entre cortisol e adoecimento emocional. “Recomendo que empresas ensinem técnicas para reduzir a produção desnecessária de cortisol durante a jornada”, afirma.
Nesse sentido, práticas de relaxamento, pausas programadas, ambientes ergonomicamente adequados e comunicação clara atuam como medidas preventivas. Assim, a empresa cuida da saúde mental dos colaboradores e fortalece o próprio desempenho organizacional.
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