Rodrigo Bressan discute limites da tecnologia

A presença da tecnologia no dia a dia trouxe ganhos importantes para a produtividade, comunicação e inovação. No entanto, o uso excessivo de telas, redes sociais e ferramentas digitais também tem gerado preocupação crescente sobre seus efeitos. Nesse contexto, o artigo “Tudo tem limite”, publicado no Valor Econômico, debate os limites da tecnologia. No texto, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente e Christian Gebara, CEO da Vivo, analisam como o uso indiscriminado dessas ferramentas pode afetar o desenvolvimento humano.

O excesso de tecnologia e seus impactos

De acordo com os articulistas, a tecnologia é indispensável tanto para a produtividade, quanto para a inovação. Porém, a falta de limites da tecnologia pode trazer impactos significativos. Por exemplo, ambientes que exigem respostas imediatas e disponibilidade constante aumentam a sobrecarga mental. Além disso, o excesso de estímulos digitais fragmenta a atenção e dificulta o pensamento profundo.

Por esse motivo, é preciso estabelecer regras claras para o uso da tecnologia. Essa medida não significa rejeitar a inovação. Pelo contrário, ela ajuda a criar condições mais saudáveis para trabalhar, aprender e tomar decisões.

Jovens são mais vulneráveis aos efeitos digitais

O artigo também alerta para os impactos da tecnologia na saúde mental dos jovens. Isso acontece porque, nessa fase da vida, o cérebro ainda está em desenvolvimento e, portanto, mais sensível a estímulos intensos e repetitivos, como o uso excessivo de telas e redes sociais.

De acordo com estudos, cerca de 75% dos transtornos mentais começam antes dos 24 anos. Dessa forma, discutir os limites da tecnologia é fundamental para proteger o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças e adolescentes.

A seguir, confira nosso blog sobre impacto das telas:

Telas fazem mal às crianças e adolescentes?

Inteligência artificial exige atenção e responsabilidade

Da mesma forma, os autores abordam a expansão da inteligência artificial (IA). Atualmente, ela é usada como ferramenta de apoio ao raciocínio e à tomada de decisões. Entretanto, Bressan alerta que a falta de limites da tecnologia pode trazer riscos.

Nesse sentido, a IA pode comprometer a autonomia intelectual e enfraquecer habilidades importantes. Assim, o avanço tecnológico precisa ser acompanhado por educação digital e responsabilidade coletiva.

 

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Riscos da terapia com IA

Por fim, Rodrigo Bressan e Christian Gebara defendem que estabelecer limites para o uso da tecnologia é uma forma de cuidado. Além disso, regras claras ajudam a proteger a atenção, reduzir o estresse e melhorar o ambiente coletivo.

Em resumo: hoje, o grande desafio é garantir que o progresso tecnológico aconteça com responsabilidade e equilíbrio.

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*Acesso restrito a assinantes.

Publicado em 28 de janeiro de 2026.

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