Gustavo Estanislau fala sobre aumento de internações por transtornos mentais em crianças para TV Cultura

O aumento das internações por transtornos mentais em crianças tem chamado a atenção de especialistas e autoridades de saúde. Reportagem do Jornal da Tarde, da TV Cultura, revela que o número de internações de crianças entre 5 e 9 anos no estado de São Paulo praticamente dobrou nos últimos cinco anos.

Além disso, esse cenário evidencia uma dificuldade importante: muitos casos só chegam ao atendimento em estágios mais graves. Portanto, discutir esse tema também envolve falar sobre prevenção e identificação precoce.

Internações por transtornos mentais em crianças e os desafios no diagnóstico

As internações por transtornos mentais em crianças muitas vezes ocorrem porque o diagnóstico não é realizado no momento ideal. Em muitos casos, famílias, escolas e responsáveis confundem os sinais iniciais com comportamentos típicos da infância. Como resultado, a busca por ajuda especializada pode demorar. Por outro lado, acompanhar aspectos como sono, interação social, desempenho escolar e desenvolvimento emocional ajuda a identificar alterações mais cedo. Dessa forma, é possível intervir antes que o quadro se agrave.

O psiquiatra da infância e adolescência e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Gustavo Estanislau, explica que as internações por transtornos mentais em crianças representam uma medida extrema no cuidado em saúde mental.

Gustavo Estanislau fala sobre aumento de internações por transtornos mentais em crianças

“Para uma internação ocorrer, a criança precisa estar em risco para ela mesma ou representar um risco para as pessoas que estão em volta, que fazem com que as pessoas não consigam mais dar conta daquela situação”. 

Além disso, o especialista reforça que o foco deve estar em evitar que os casos evoluam até esse ponto.

Identificação precoce pode prevenir transtornos e reduzir internações

De acordo com o psiquiatra, reconhecer sinais precoces é essencial para reduzir as internações por transtornos mentais em crianças. Quando há atenção aos primeiros sinais, é possível buscar intervenções mais leves. Entre elas, estão a avaliação pediátrica e a orientação psicológica. Assim, muitas situações podem ser acompanhadas sem medidas mais intensivas.

Por isso, observar mudanças persistentes no comportamento, dificuldades emocionais e alterações no dia a dia da criança é um passo fundamental para o cuidado.

Assista a reportagem completa.
Publicada em 23 de março de 2026.

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