Estresse no trabalho

 

O estresse crônico no trabalho é um desafio crescente e, quando não reconhecido a tempo, pode evoluir para condições graves, como a síndrome de burnout. Em entrevista à Globoplay, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente, analisa esse fenômeno e compartilhou orientações práticas para identificar sinais precoces de adoecimento emocional.

O alerta ganha ainda mais relevância no contexto da educação, já que professores estão entre os profissionais mais impactados pelo estresse no trabalho.

O primeiro passo para identificar sinais do estresse crônico no trabalho é observar mudanças no próprio comportamento. Conforme explica Bressan, a perda do prazer nas atividades profissionais costuma ser um indício importante. A isso se somam o aumento da irritabilidade e a sensação de que tarefas antes gerenciáveis passam a gerar sobrecarga constante. Quando esse cansaço emocional transborda e começa a afetar a vida familiar, o descanso e o lazer, o estresse no trabalho deixa de ser pontual e passa a exigir atenção.

O diálogo como estratégia de enfrentamento ao estresse no trabalho

Para lidar com esse cenário, Bressan recomenda conversar com pessoas de confiança, como familiares ou amigos próximos. Esse olhar externo ajuda a identificar mudanças de humor, comportamento e disposição que, muitas vezes, passam despercebidas por quem está vivenciando o estresse. Assim, a conversa pode se transformar no primeiro passo para reconhecer o problema e buscar ajuda especializado.

Além disso, a intervenção precoce é essencial para evitar que o estresse no trabalho se agrave. De acordo com o psiquiatra, identificar esses sinais iniciais permite agir antes do desenvolvimento de um adoecimento mais sério. Para isso, é possível buscar suporte em unidades básicas de saúde ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O papel das organizações na gestão do estresse no trabalho

Por fim, Bressan destaca que a responsabilidade pelo combate ao estresse no trabalho também é das instituições. Iniciativas de suporte, como programas de saúde mental, não só preservam o bem-estar dos profissionais, mas também são cruciais para a sustentabilidade das carreiras mais desgastantes. Dessa forma, cuidar da saúde mental no ambiente corporativo e educacional se torna um investimento necessário para o futuro.

Por fim, Bressan reforça que o enfrentamento do estresse no trabalho não é responsabilidade exclusiva do indivíduo. As organizações também precisam assumir esse compromisso. Programas de promoção da saúde mental, canais de escuta e políticas de apoio contribuem tanto para preservar o bem-estar dos profissionais como também para fortalecer carreiras mais desgastantes. Dessa forma, cuidar da saúde mental no ambiente de corporativo e educacional deixa de ser um custo e passa a ser um investimento.

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Publicada em 26 de novembro de 2025

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