
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o alcoolismo é responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano. No Brasil, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o consumo abusivo de álcool está associado a 12 mortes por hora. Nesse contexto, reconhecer precocemente os sinais do alcoolismo é essencial. O transtorno por uso de álcool é uma doença crônica, reconhecida desde 1967, e representa um relevante problema de saúde pública, com impactos para pessoas, famílias e para a economia.
Sinais de alcoolismo: o problema não é só quanto se bebe
Em matéria recente sobre o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo para o Portal Viva, a psicóloga e consultora do Instituto Ame Sua Mente, Clarice Madruga, destacou que o problema não se mede apenas pela quantidade consumida, mas, principalmente, pelo efeito do álcool na vida do usuário. Assim, o alerta costuma surgir quando a bebida começa a gerar perdas e limitações no cotidiano, como:
Perda de relações e oportunidades — afinal, conflitos e afastamentos podem se repetir;
Dificuldade em cumprir funções como trabalhar ou estudar, com faltas frequentes ou queda de desempenho;
Abandono de atividades antes prazerosas, quando aos poucos a vida parece “perder a cor” durante a sobriedade.
“Se ela está perdendo emprego, relações, já não consegue cumprir com compromissos e não é capaz de se dedicar para as coisas que antes gostava de fazer, isto já é uma indicação muito grande de transtorno.”, diz Clarice.
Sinais de alcoolismo e tratamento
No entanto, identificar sinais de alcoolismo é apenas o primeiro passo. A psicóloga reforça que o cuidado não deve se limitar à abstinência. Assim, o tratamento precisa integrar apoio psicológico, reorganização das relações e reconstrução de rotinas, atividades e vínculos sem a bebida. Além disso, a família tem papel central, pois pode apoiar limites saudáveis, reduzir o isolamento e incentivar continuidade do cuidado.
O alcoolismo é uma condição complexa, com fatores biológicos, psicológicos e sociais. Por isso, buscar ajuda especializada de forma precoce é essencial para prevenir agravamentos e favorecer uma recuperação mais consistente, humana e sustentável.
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Publicada em 18 de fevereiro de 2026.







