
O Setembro Amarelo é um mês de conscientização dedicado à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
Mais do que uma campanha simbólica, é um chamado à ação. Seu objetivo é fortalecer o diálogo sobre saúde mental em todas as fases da vida — especialmente entre os homens.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2019, quase 80% das mortes por suicídio no Brasil ocorreram entre homens. A taxa é cerca de quatro vezes maior do que a registrada entre as mulheres. Por isso, é urgente falar sobre Setembro Amarelo e saúde mental masculina. Para avançar nesse tema, é preciso reconhecer os fatores sociais, culturais e emocionais que ainda dificultam a busca por ajuda.
Em entrevista ao portal Terra, o psiquiatra infantojuvenil e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Dr. Gustavo Estanislau, destacou um ponto importante. Segundo ele, muitos homens ainda associam saúde mental à fraqueza ou “frescura”.
“Vivemos em uma cultura que associa saúde mental à fragilidade de caráter. Muitos homens não se sentem à vontade para admitir que não estão bem”, explica o especialista.
Além disso, expressões como “homem não chora” ou “engole o choro” reforçam uma ideia equivocada de força. Como resultado, essa pressão social faz com que a maioria dos homens ignore sinais de sofrimento e procure ajuda apenas quando o quadro já está agravado — o que, por sua vez, aumenta os riscos e dificulta o tratamento.
A importância da educação emocional desde a infância
Segundo o psiquiatra, a prevenção deve começar cedo. “Precisamos criar espaços onde meninos possam falar sobre emoções — tristeza, raiva, medo, alegria. Quando aprendem a reconhecer o que sentem, tornam-se adultos mais abertos ao diálogo e ao cuidado”, diz.
Nesse sentido, promover rodas de conversa e educação socioemocional é uma forma de construir uma cultura de confiança e acolhimento, essencial para a promoção da saúde mental.
Durante o Setembro Amarelo, campanhas e instituições como o Instituto Ame Sua Mente reforçam uma mensagem fundamental: cuidar da mente é um ato de coragem.
Afinal, falar sobre saúde mental e procurar ajuda não é sinal de fraqueza — pelo contrário, é o primeiro passo para valorizar a vida e romper o silêncio que ainda cerca tantos homens.
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Publicado em 25 de setembro de 2025.
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