A constante pressão estética por um corpo perfeito tem cobrado um preço alto da saúde emocional dos jovens. Em matéria da Revista Educação, o psiquiatra infantil e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Gustavo Estanislau, analisa como a insatisfação corporal drena a atenção dos alunos e compromete o rendimento acadêmico.

De acordo com o psiquiatra, a preocupação excessiva com o corpo pode ocupar um espaço significativo na vida do adolescente. Assim, essa fixação pode impactar a atenção, a aprendizagem e as relações sociais.

“A insatisfação corporal pode se tornar uma obsessão. Então, a gente tem uma perda de energia mental para estudos e outros aspectos da vida”, alerta Gustavo.

Sinais de que a insatisfação corporal está prejudicando o aluno

Embora os adolescentes raramente admitam a causa do problema, certas mudanças de atitude acendem o sinal de alerta para pais e professores. Geralmente, a insatisfação corporal pode afetar a autoestima e se estender para a percepção que o jovem tem sobre suas próprias capacidades.

“A autoestima prejudicada faz a pessoa pensar que tem menos competências nas coisas em que tem competência. É um adolescente que passa a não acreditar na capacidade de ir bem numa prova, fazer um bom trabalho e expor o trabalho na frente da turma”, observa o especialista do Instituto Ame Sua Mente.

 

Assim, vale prestar atenção em comportamentos recorrentes no dia a dia escolar:

  • Queda de rendimento e esquecimentos: a mente focada no corpo perde a capacidade de reter informações e manter o foco nas aulas;
  • Oscilações de humor e ansiedade: a insatisfação corporal pode aumentar o estresse e a sensibilidade emocional.
  • Isolamento e medo de exposição: em alguns casos, o receio de ser julgado faz com que o adolescente se afaste do convívio social e evite situações em que se sinta exposto.

Caminhos para construir um ambiente escolar mais acolhedor

Para lidar com esse cenário, a escola pode promover espaços de diálogo sobre pressão estética, insatisfação corporal e respeito às diferenças. Da mesma forma, envolver as famílias nessa conversa ajuda a ampliar a rede de apoio e a fortalecer estratégias que alcancem toda a comunidade escolar.

Por fim, Gustavo Estanislau reforça que trabalhar o respeito às diferenças pode melhorar o clima escolar e reduzir situações de  bullying. “Certamente, trabalhar o respeito pelas diferenças, inclusive corporais, melhora o clima escolar e diminui a rivalidade”.

 

Veja a reportagem completa.
Publicada em 19 de agosto de 2026.

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