A sobrecarga tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida de muitas mulheres. Entre trabalho, responsabilidades domésticas, cuidados com os filhos e outras demandas do cotidiano, a sensação de precisar dar conta de tudo pode gerar impactos significativos na saúde mental.

Em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, o psiquiatra e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Pedro Pan, alerta para os sinais de sobrecarga e destaca a importância de rever expectativas, reconhecer limites e buscar apoio. Caso contrário, esse cenário pode causar esgotamento emocional ou até favorecer o desenvolvimento de ansiedade, depressão.

 

Quando a sobrecarga afeta a saúde mental

De acordo com a matéria, um dos primeiros sinais de alerta costuma aparecer no sono. Mesmo após uma noite de descanso, muitas pessoas acordam cansadas. Isso acontece porque o organismo permanece em estado de alerta, dificultando o repouso reparador.

Além disso, sintomas como dificuldades de memória, lapsos de atenção, falta de energia e redução do autocuidado também podem indicar que a sobrecarga está ultrapassando os limites saudáveis. Quando ignorados, esses sinais podem comprometer a qualidade de vida e contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais.

Nesse contexto, compreender os fatores que alimentam esse ciclo é fundamental para promover mais equilíbrio e bem-estar emocional.

 

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A importância de abandonar a busca pela perfeição

Pedro Pan chama a atenção para um fator frequentemente associado à sobrecarga: a pressão para corresponder a modelos idealizados de desempenho. Segundo ele, é importante buscar referências mais realistas e compreender que a perfeição nem sempre é possível.

Pedro Pan fala sobre sobrecarga

“Busque exemplos não identificados com a lógica da idealização. Se você é, por exemplo, mãe, inspire-se em experiências de pessoas que entendem que nem sempre dá para seguir o que é colocado como perfeito.”

 

Outro ponto destacado pelo especialista é a importância de pedir ajuda, seja no ambiente de trabalho ou em casa. Quando isso não for possível, ele recomenda uma reflexão honesta sobre o que realmente é prioridade naquele momento.

Por fim, Pedro reforça que uma das principais formas de reduzir a sobrecarga é reconhecer que não existe obrigação de dar conta de tudo. Mais do que isso, ele lembra que, em muitos casos, simplesmente não é possível atender a todas as demandas impostas pela sociedade, pela família ou pela própria pessoa.

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