
O chamado jet lag social tem se tornado cada vez mais comum em uma sociedade marcada por excesso de tarefas, jornadas intensas e dificuldade para manter uma rotina equilibrada de sono. O termo descreve o desalinhamento entre o relógio biológico e os horários impostos pela vida social, como trabalho, estudos e compromissos do dia a dia.
Na prática, muita gente dorme pouco durante a semana e tenta compensar o cansaço no fim de semana. No entanto, especialistas alertam que essa estratégia não resolve totalmente o problema e ainda pode trazer impactos importantes para a saúde física e mental.
Em reportagem da Deutsche Welle, publicada no G1, o psiquiatra e especialista do Instituto Ame sua Mente, Gustavo Estanislau, explica como o jet lag também impacta a saúde mental e por que manter uma rotina regular de sono é essencial para o bem-estar.
Sono desregulado aumenta risco de ansiedade e estresse
Na matéria, Gustavo destaca que a privação de sono afeta diretamente a saúde mental e emocional. De acordo com o especialista, viver em um ritmo irregular faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta contínuo, aumentando o desgaste psicológico ao longo do tempo.

“Do ponto de vista psiquiátrico, uma pessoa com jet lag social constante ao longo do tempo tem muito mais predisposição a estados de estresse.”
Além disso, o psiquiatra ressalta que a falta de regularidade no sono também pode favorecer o surgimento de quadros de ansiedade e depressão. Isso acontece porque o cérebro precisa de previsibilidade para regular funções importantes relacionadas ao humor, à memória, à concentração e ao equilíbrio emocional.
O cérebro funciona melhor com rotina
Outro ponto destacado pelo psiquiatra é que o cérebro responde melhor quando existe constância nos horários de dormir e acordar. “O cérebro gosta de seguir padrões”, afirma Gustavo. Portanto, criar hábitos pode melhorar significativamente a qualidade do sono e reduzir os impactos do jet lag social.
Além da regularidade, pequenas mudanças na rotina ajudam a proteger o relógio biológico. Entre elas estão a exposição à luz natural pela manhã, a redução do uso de telas à noite e a manutenção de horários mais consistentes ao longo da semana.
Dormir mais no fim de semana não resolve
A reportagem também reforça que dormir mais no sábado ou domingo não é suficiente para recuperar as horas perdidas de sono. Embora o descanso traga uma sensação momentânea de recuperação, o organismo não consegue “armazenar” sono. Por isso, especialistas recomendam priorizar uma rotina mais equilibrada durante toda a semana, evitando mudanças bruscas nos horários de dormir e acordar.
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Publicada em 17 de maio de 2026.







