A relação entre estudo e saúde mental tem se tornado um tema cada vez mais relevante. Questões como ansiedade, pressão acadêmica, uso excessivo de tecnologia e dificuldades emocionais fazem parte do cotidiano de muitos estudantes.
No podcast da Faculdade Finaci, o psiquiatra e especialista do Instituto Ame sua Mente, Gustavo Estanislau, discutiu como esses fatores influenciam o desenvolvimento emocional de crianças, adolescentes e jovens. Durante a conversa, o especialista abordou o conceito de saúde mental, o papel das emoções e os desafios que aparecem no ambiente escolar.
O que significa saúde mental no contexto dos estudos
Logo no início do episódio, Gustavo Estanislau explica que saúde mental envolve a capacidade de gerenciar pensamentos, sentimentos e comportamentos para lidar com as experiências da vida. Nesse sentido, o debate sobre estudo e saúde mental não se limita ao desempenho escolar. Ele também inclui a forma como estudantes lidam com frustrações, desafios e mudanças ao longo do processo de aprendizagem.
Emoções também fazem parte do aprendizado
O psiquiatra destacou ainda que emoções consideradas negativas, como tristeza ou frustração, também têm papel importante no desenvolvimento emocional. Segundo ele, aprender a reconhecer e lidar com essas emoções faz parte da construção de recursos psicológicos importantes. Por isso, discutir estudo e saúde mental também significa ensinar jovens a compreender melhor seus sentimentos.
Para ver mais sobre o tema, veja nossa ficha informativa sobre emoções:
O papel da escola na promoção da saúde mental
Outro ponto abordado por Gustavo Estanislau é a importância da escola nesse processo. Ele menciona o trabalho do Instituto Ame Sua Mente na Escola, que busca ampliar o conhecimento sobre saúde mental entre educadores. Levar formação para professores e equipes escolares ajuda a reduzir preconceitos e contribui para identificar sinais de sofrimento emocional desde cedo, como ansiedade ou dificuldades de adaptação no ambiente escolar.
Assim, a discussão sobre estudo e saúde mental também passa pela formação de educadores e pela criação de ambientes escolares mais acolhedores.
Para se aprofundar no tema, leia o blog:
Tecnologia e ansiedade entre estudantes
O especialista também comenta o impacto da tecnologia no cotidiano de crianças e adolescentes. Segundo ele, a presença constante de telas pode aumentar o estado de alerta do cérebro e reduzir a capacidade de concentração. Esse cenário influencia diretamente a relação entre estudo e saúde mental, já que pode afetar atenção, descanso e qualidade do sono.
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Ansiedade pode aparecer de formas diferentes
Durante a conversa, Gustavo Estanislau explica que a ansiedade pode se manifestar de maneiras distintas em cada fase da vida. Por exemplo:
- Em crianças, podem surgir comportamentos de insegurança ou regressão.
- Já entre adolescentes, o sofrimento emocional pode aparecer por meio de isolamento ou dificuldades de lidar com pressões acadêmicas e sociais.
Por isso, observar mudanças de comportamento é um passo importante para cuidar da relação entre estudo e saúde mental.
Em geral, a participação de Gustavo Estanislau no podcast reforça que discutir estudo e saúde mental é essencial para compreender os desafios atuais da educação. Além do aprendizado acadêmico, é fundamental que a escola faça parte da promoção de habilidades socioemocionais que ajudem crianças e jovens a lidar com as experiências da vida.
Publicado em 9 de janeiro de 2026.








