Na mídia

Para disseminar o conhecimento e promover a cultura sobre saúde mental no País, os especialistas do Instituto Ame sua Mente participam de reportagens e entrevistas nos diversos canais de mídia. Confira!

Transtornos Mentais

Diagnóstico psiquiátrico precoce e esquizofrenia: o que o caso de Vaqueirinho revela

Diagnóstico psiquiátrico precoce e esquizofrenia: o que o caso de Vaqueirinho revela

Em reportagem publicada pelo jornal O Globo, o caso de Gerson de Melo Machado, conhecido como Vaqueirinho, expõe falhas estruturais no cuidado em saúde mental no Brasil. Nesse contexto, o episódio evidencia, sobretudo, os desafios relacionados ao diagnóstico psiquiátrico precoce da esquizofrenia e à ausência de políticas públicas capazes de garantir acompanhamento contínuo.

Gerson morreu aos 19 anos após invadir o recinto de uma leoa em um zoológico na Paraíba. Sua história revela um percurso marcado por sofrimento psíquico, exclusão social e vulnerabilidade.

Ao longo da vida, o jovem enfrentou abandono, pobreza e sucessivas passagens por instituições. Ainda assim, o sistema de saúde não ofereceu uma resposta integrada capaz de reconhecer os sintomas da esquizofrenia e iniciar o diagnóstico psiquiátrico precoce de forma adequada.

Como consequência, um transtorno mental grave evoluiu sem cuidado contínuo, agravando o sofrimento e limitando as possibilidades de intervenção. O caso demonstra, portanto, a urgência de fortalecer a rede de atenção psicossocial e as políticas públicas de prevenção, garantindo tratamento, proteção social e dignidade às pessoas em sofrimento mental.

A importância do diagnóstico psiquiátrico precoce

Para o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente e pesquisador especializado em esquizofrenia, o caso revela um dos principais limites do atual modelo de atenção em saúde mental. Neste sentido, ele destaca que o sistema ainda investe pouco em prevenção e no tratamento precoce.

Embora a reforma psiquiátrica tenha representado um avanço ao romper com a lógica manicomial, na prática, a assistência em saúde mental no Brasil ainda é majoritariamente reativa. Em geral, os serviços atendem as pessoas apenas quando o quadro já se agravou

Por outro lado, quem recebe diagnóstico psiquiátrico precoce tende a ter melhor acesso ao tratamento e maior adesão ao cuidado. Além disso, os resultados costumam ser significativamente melhores quando o acompanhamento começa cedo.

Bressan ainda destaca que muitas pessoas com esquizofrenia estudam, trabalham, constroem vínculos e mantêm uma vida funcional desde que recebam apoio adequado desde o início.

Tratamento da esquizofrenia e rede de cuidado integral

O tratamento da esquizofrenia envolve diferentes frentes, como:

  • medicação

  • acompanhamento multiprofissional

  • terapia ocupacional

  • apoio às famílias

  • e ações contínuas de combate ao preconceito

Quando esse cuidado é estruturado, as internações tornam-se menos frequentes e a qualidade de vida melhora.

No caso de Gerson, mesmo diante de um quadro já agravado, ainda havia possibilidades de cuidado. Mas, a ausência de uma rede de proteção articulada contribuiu para a intensificação do sofrimento psíquico e para um desfecho que poderia ter sido evitado.

Dessa forma, a história de Vaqueirinho reforça a necessidade de políticas públicas que assegurem diagnóstico precoce e tratamento adequado da esquizofrenia, prevenindo trajetórias marcadas por exclusão, violência e abandono.

Leia a reportagem completa.

Publicada em 09 de dezembro de 2025.

Como conviver com uma pessoa com transtorno bipolar?

Como conviver com uma pessoa com transtorno bipolar?

O relacionamento com uma pessoa com transtorno bipolar (TAB) pode trazer desafios, especialmente quando a doença não é bem compreendida ou quando o tratamento não é seguido de forma adequada.

Isso acontece porque o transtorno bipolar (TAB) envolve oscilações intensas de humor, com alternância entre episódios de depressão e de mania ou hipomania. Essas mudanças, por sua vez, afetam energia, comportamento, sono e relações sociais.

Por isso, o impacto do transtorno não se limita apenas à pessoa diagnosticada. Na prática, ele se estende a todo o círculo familiar e social.

Relacionamento e apoio a uma pessoa com transtorno bipolar

Em matéria publicada na Folha de S.Paulo, o psiquiatra e presidente do Instituto Ame Sua Mente, Rodrigo Bressan, destaca um ponto central: incluir a família e as pessoas próximas no cuidado faz toda a diferença.

De acordo com o especialista, quando o entorno compreende o transtorno, reconhece os sintomas como manifestações da doença — e não como falhas morais ou problemas de caráter — o cuidado se torna mais efetivo. Assim, há menos culpa, conflitos e estigmatização.

Da mesma forma, separar a pessoa do transtorno contribui para a preservação dos vínculos afetivos. Em momentos de crise, alguns comportamentos podem parecer desproporcionais. No entanto, eles estão diretamente relacionados aos sintomas da doença e não, necessariamente, à intenção ou à personalidade do indivíduo.

Transtorno bipolar: dados e tratamentos

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 140 milhões de pessoas convivem com o transtorno bipolar no mundo. Além disso, a condição apresenta forte componente genético: estima-se que cerca de 80% dos casos têm origem hereditária.

Embora o transtorno bipolar não tenha cura, o tratamento contínuo ajuda a controlar os sintomas e reduz tanto a frequência quanto a intensidade das crises. Em geral, médicos combinam medicações estabilizadoras de humor com acompanhamento psicológico.

Quando as pessoas seguem o tratamento corretamente, a maior parte delas consegue estudar, trabalhar, construir vínculos afetivos e manter uma rotina com mais qualidade de vida. Com isso, a convivência se torna mais estável e menos marcada por episódios agudos.

Em síntese, informação baseada em evidências, cuidado profissional e apoio familiar e social fortalecem relações mais saudáveis.Convivendo com uma pessoa com transtorno bipolar

Leia a matéria completa. 

Publicada em: 13 de janeiro de 2026

Debate sobre a Esquizofrenia volta a acender

Debate sobre a Esquizofrenia volta a acender

A morte de Gerson de Melo Machado, um jovem de 19 anos que entrou na jaula de uma leoa em um zoológico de João Pessoa, reacendeu o debate sobre esquizofrenia no país. Assim, o caso expõe uma realidade conhecida: falta de políticas consistentes, diagnóstico tardio, acompanhamento frágil e pouco suporte às famílias. Esses fatores se somam e aumentam o risco de situações extremas e evitáveis.

O psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente-fundador do Instituto Ame Sua Mente, comenta o episódio em entrevista à Folha de S.Paulo. Ele lembra que muitos casos graves podem ser prevenidos quando o cuidado começa cedo, principalmente no primeiro episódio psicótico. “O tratamento funciona. Dá trabalho, tem efeitos colaterais, mas funciona. Tratar cedo e direito muda completamente a trajetória.

A reportagem também mostra que jovens acompanhados em serviços especializados desde o primeiro episódio de esquizofrenia aderem melhor ao tratamento. Como resultado, conseguem reduzir recaídas, evitar agravamentos e acessar suporte qualificado. Esse apoio é fundamental, sobretudo porque muitas famílias enfrentam medo, culpa ou desinformação ao lidar com os primeiros sinais da doença.

Por que o debate sobre a esquizofrenia voltou a ganhar força?

Episódios como o de Gerson revelam um padrão preocupante. Isso ocorre porque a integração entre os serviços de saúde mental ainda é limitada. Além disso, o acesso a equipes especializadas segue restrito, e protocolos eficazes de acompanhamento de longo prazo muitas vezes não são implementados. Como consequência, jovens em sofrimento psíquico severo acabam circulando por serviços desconectados, sem continuidade no cuidado. Nesse cenário, o risco de crises graves aumenta significativamente.

Veja mais sobre a o tratamento aqui! 

Diante desse cenário, especialistas defendem:

  • Diagnóstico precoce;
  • Intervenção ágil no primeiro surto psicótico;

  • Tratamento contínuo e baseado em evidências;

  • Treinamento e apoio às famílias;

  • Combate ao estigma e às narrativas que associam transtornos mentais à violência.

Por fim, Bressan reforça que tragédias isoladas não devem alimentar discursos estigmatizantes. Ao contrário, elas precisam impulsionar políticas públicas consistentes e ampliar o acesso a cuidados de saúde mental de qualidade, para que jovens e famílias construam trajetórias mais seguras e dignas.

Confira a matéria completa aqui! 

FOLHA DE SÃO PAULO- 15.01.25

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FOLHA DE SÃO PAULO: Estudo genético identifica fatores genéticos de risco para depressão e abre portas para novas terapias

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(Este veículo de comunicação restringe o acesso a assinantes)

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TV ALESP- 21.01.25

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TV ALESP: Saúde mental nas escolas públicas: Como cuidar dos estudantes e professores?

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ESTADÃO – 18.12.24

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ESTADÃO: “Hoje, o preconceito contra as doenças mentais é menor”, diz neurocientista da Unifesp

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PORVIR – 25.11.24

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PORVIR: BETS nas escolas: o papel da educação financeira para alertar sobre riscos

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FOLHA DE SÃO PAULO- 02.10.24

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FOLHA DE SÃO PAULO: Professores relatam agressão de alunos ao impedir uso de celular em sala de aula

Entrevistado: Rodrigo Bressan

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NEXO- 23.09.24

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NEXO: Qual o quadro da saúde mental de crianças e adolescentes no Brasil

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ESTADÃO- 14.09.24

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ESTADÃO- 14.09.24

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ESTADÃO: Futebol e celular impulsionam bets entre crianças e adolescentes: como educar contra o vício?

Entrevistado: Gustavo Estanislau

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