Na mídia
Para disseminar o conhecimento e promover a cultura sobre saúde mental no País, os especialistas do Instituto Ame sua Mente participam de reportagens e entrevistas nos diversos canais de mídia. Confira!
Prevenção / Bem Estar

Foco e concentração no trabalho: por que é tão difícil manter a atenção hoje
Em matéria sobre produtividade no trabalho, foco e concentração para o Portal Viva, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista do Instituto Ame Sua Mente, analisa os desafios do cotidiano profissional.
Segundo ele, a sobrecarga de tarefas, o uso simultâneo de múltiplas telas e, sobretudo, a lógica da multitarefa vêm fragmentando a atenção e intensificando a exaustão mental. Atualmente, há um consenso de que foco e concentração se tornaram recursos cada vez mais raros e, ao mesmo tempo, mais valiosos no mundo do trabalho.
O psiquiatra reforça que o ser humano não é multitarefa. Assim, quando o foco é constantemente interrompido, o tempo necessário para concluir atividades tende a aumentar, enquanto a eficiência diminui.
Além disso, Gustavo chama atenção para um efeito menos visível, mas igualmente relevante. “As pessoas não têm tempo para escutar o corpo”, diz.
A ausência de pausas adequadas, somada ao uso excessivo de estímulos digitais — inclusive nos momentos de descanso — contribui para crises de sono, cansaço persistente e maior dificuldade de concentração ao longo do dia.
Por isso, para preservar o foco, o psiquiatra destaca a importância das pausas. Ou seja, momentos de descanso que não envolvam atividades que continuem exigindo alto gasto de energia cerebral.
Técnicas de organização como aliadas do foco e concentração
Ao comentar sobre ferramentas de gestão do tempo, como a Técnica Pomodoro, Gustavo explica que esse tipo de método ajuda a organizar a atenção ao oferecer previsibilidade ao cérebro. Em outras palavras, quando sabemos que haverá períodos claros de foco e de descanso, torna-se mais fácil sustentar a concentração sem sobrecarga.
Como funciona a Técnica Pomodoro?
A Técnica Pomodoro é um método de organização do tempo que alterna períodos curtos de foco com pausas programadas. O objetivo, portanto, é manter a atenção elevada sem levar ao esgotamento mental.
Na prática, a sequência funciona assim:
trabalha-se com foco total por 25 minutos em uma única tarefa;
ao final desse período, faz-se uma pausa curta de 5 minutos;
em seguida, o ciclo se repete;
após três blocos de foco, realiza-se uma pausa maior de cerca de 15 minutos.
Assim, o padrão fica: 25 minutos de foco → 5 minutos de descanso → 25 minutos de foco → 5 minutos de descanso → 25 minutos de foco → 15 minutos de descanso.

As pausas são parte essencial do método. Afinal, elas permitem que o cérebro se recupere, ao mesmo tempo que reduzem o cansaço mental.
Além disso, o fracionamento do trabalho melhora a percepção do tempo. Isso porque favorece o gerenciamento das demandas, diminui a sensação de sobrecarga e contribui para manter o cérebro mais alerta ao longo do dia. Da mesma forma, saber que haverá uma pausa programada reduz a ansiedade e o risco de dispersão, além de facilitar o início das tarefas.
Desse modo, o fato de técnicas de organização do tempo continuarem amplamente utilizadas demonstra sua eficácia — especialmente em contextos de excesso de demandas e dificuldade de priorização.
Por fim, Gustavo reforça que preservar foco e concentração não é apenas uma questão de produtividade, mas também de saúde mental.
Publicada em 30 de novembro de 2025.

Esquizofrenia: Rodrigo Bressan explica sintomas, diagnóstico e tratamento
A esquizofrenia é um transtorno mental grave. Ela afeta a forma como a pessoa pensa, sente e se comporta. Estima-se que quase 2 milhões de brasileiros convivam com a doença. Embora ainda exista muito estigma, o fato é que o tratamento precoce e adequado pode transformar a vida do paciente.
Em entrevista à CNN Sinais Vitais, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente e referência nacional em saúde mental, explica que a esquizofrenia apresenta sintomas como delírios, alucinações e perda da capacidade de interação e expressão de emoções.

O especialista reforça que, apesar de não haver cura, o tratamento correto permite períodos de remissão e oferece qualidade de vida aos pacientes.
Segundo Bressan, fatores de risco incluem predisposição genética, complicações no nascimento, traumas na infância e uso precoce de drogas — especialmente maconha antes dos 15 anos. Além disso, ele alerta que a esquizofrenia geralmente surge no fim da adolescência ou início da vida adulta, sendo mais precoce em homens.
Tratamento da esquizofrenia
O tratamento envolve o uso de antipsicóticos em conjunto com terapias de reabilitação psicossocial, sempre com apoio multidisciplinar. “Não tratamos a esquizofrenia apenas com remédios. Na verdade, é preciso de um time de saúde mental para reintegrar o paciente à sociedade”, ressalta Bressan. Além disso, ele destaca o papel crucial da família na adesão ao tratamento e no combate ao preconceito.
Por fim, com uma trajetória dedicada à saúde mental e à educação, Bressan lembra que investir no diagnóstico precoce é essencial. Pois além de reduzir o sofrimento, também diminui os custos sociais e econômicos da doença. “A esquizofrenia é tratável, e o paciente pode retomar sua vida com dignidade e função social”, conclui o presidente do Instituto Ame Sua Mente.
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Publicada em 6 de agosto de 2025

Estresse no Trabalho: Como Identificar Sinais e Buscar Ajuda com Rodrigo Bressan

O estresse crônico no trabalho é um desafio crescente e, quando não reconhecido a tempo, pode evoluir para condições graves, como a síndrome de burnout. Em entrevista à Globoplay, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente, analisa esse fenômeno e compartilhou orientações práticas para identificar sinais precoces de adoecimento emocional.
O alerta ganha ainda mais relevância no contexto da educação, já que professores estão entre os profissionais mais impactados pelo estresse no trabalho.
O primeiro passo para identificar sinais do estresse crônico no trabalho é observar mudanças no próprio comportamento. Conforme explica Bressan, a perda do prazer nas atividades profissionais costuma ser um indício importante. A isso se somam o aumento da irritabilidade e a sensação de que tarefas antes gerenciáveis passam a gerar sobrecarga constante. Quando esse cansaço emocional transborda e começa a afetar a vida familiar, o descanso e o lazer, o estresse no trabalho deixa de ser pontual e passa a exigir atenção.
O diálogo como estratégia de enfrentamento ao estresse no trabalho
Para lidar com esse cenário, Bressan recomenda conversar com pessoas de confiança, como familiares ou amigos próximos. Esse olhar externo ajuda a identificar mudanças de humor, comportamento e disposição que, muitas vezes, passam despercebidas por quem está vivenciando o estresse. Assim, a conversa pode se transformar no primeiro passo para reconhecer o problema e buscar ajuda especializado.
Além disso, a intervenção precoce é essencial para evitar que o estresse no trabalho se agrave. De acordo com o psiquiatra, identificar esses sinais iniciais permite agir antes do desenvolvimento de um adoecimento mais sério. Para isso, é possível buscar suporte em unidades básicas de saúde ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
O papel das organizações na gestão do estresse no trabalho
Por fim, Bressan destaca que a responsabilidade pelo combate ao estresse no trabalho também é das instituições. Iniciativas de suporte, como programas de saúde mental, não só preservam o bem-estar dos profissionais, mas também são cruciais para a sustentabilidade das carreiras mais desgastantes. Dessa forma, cuidar da saúde mental no ambiente corporativo e educacional se torna um investimento necessário para o futuro.
Por fim, Bressan reforça que o enfrentamento do estresse no trabalho não é responsabilidade exclusiva do indivíduo. As organizações também precisam assumir esse compromisso. Programas de promoção da saúde mental, canais de escuta e políticas de apoio contribuem tanto para preservar o bem-estar dos profissionais como também para fortalecer carreiras mais desgastantes. Dessa forma, cuidar da saúde mental no ambiente de corporativo e educacional deixa de ser um custo e passa a ser um investimento.
Acesse a matéria completa clicando aqui.
Publicada em 26 de novembro de 2025

Geração Z e Saúde Mental: Jovens em Busca de Equilíbrio em um Mundo Ansioso

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, enfrenta uma realidade marcada pela tecnologia e isolamento social. Nesse contexto, construir identidade e encontrar um lugar na sociedade se tornou mais difícil. Como consequência, a geração Z apresenta níveis inéditos de ansiedade e infelicidade.
Em matéria para a Revista Problemas Brasileiros, o psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame Sua Mente, analisa os desafios dessa juventude.
Jovens diante da ameaça constante
De acordo com Gustavo, os jovens convivem diariamente com mensagens negativas sobre o futuro. Crise climática, insegurança, escassez de empregos e o impacto da inteligência artificial aparecem com frequência nesse cenário. Como resultado, muitos adolescentes passam a viver em constante estado de alerta.
Diante disso, o jovem tende a se proteger. Assim, em vez de planejar, ele se esquiva do futuro e, no presente, tenta sobreviver emocionalmente. No fundo, o medo acaba paralisando. Por esse motivo, comportamentos comuns da geração Z costumam ser mal interpretados. O jovem que parece apático ou acomodado, muitas vezes, está sobrecarregado. Segundo o psiquiatra, não se trata de falta de interesse. Trata-se de fragilidade emocional diante de um cenário percebido como ameaçador.
Além disso, Gustavo alerta para outro risco importante. Jovens em sofrimento psíquico buscam pertencimento com mais urgência. Consequentemente, tornam-se mais vulneráveis a discursos extremos e grupos que oferecem respostas simples para problemas complexos. Em contrapartida, quando a saúde mental está mais preservada, o jovem desenvolve pensamento crítico e maior capacidade de se proteger dessas influências.
Jovens e o enfraquecimento do diálogo entre gerações
Outro ponto central destacado pelo especialista é o enfraquecimento do diálogo na sociedade. Atualmente, muitas pessoas evitam conversas genuínas. Nesse sentido, Gustavo defende que adultos dialoguem com os jovens sem rótulos ou preconceitos. Ideias como “preguiça”, “desinteresse” ou “aborrecência” apenas afastam e aprofundam o sofrimento.
Por fim, o psiquiatra reforça que a saúde mental da geração Z não é apenas uma questão individual. Trata-se de um desafio coletivo. Jovens ansiosos e deprimidos correm mais riscos e impactam a sociedade como um todo. Portanto, investir em escuta, acolhimento e promoção da saúde mental é essencial para fortalecer essa geração e ampliar suas possibilidades de futuro.

Especialista do Instituto Ame Sua Mente Explica Sinais e Acolhimento em Casos de Automutilação na Adolescência

Os dados recentes revelam um cenário preocupante. As notificações de automutilação entre jovens de 10 a 24 anos cresceram 29% ao ano. De acordo com a psicóloga Ana Carolina D’Agostini, especialista do Instituto Ame Sua Mente, esse comportamento funciona frequentemente como um mecanismo para lidar com uma dor emocional intensa e difícil de expressar.
A identificação da autolesão não se resume a um único comportamento. Pelo contrário, ela exige cuidado tanto a sinais físicos quanto comportamentais.
Antes de tudo, é importante observar mudanças no cotidiano do estudante. Nesse sentido, quedas repentinas no rendimento escolar, postura mais apática em sala de aula e redução da participação nas atividades podem indicar sofrimento emocional. Da mesma forma, alterações no convívio social merecem um olhar atento. Isolamento nos intervalos, afastamento de colegas e recusa em participar de aulas de educação física — sobretudo quando antes eram atividades prazeirosas — funcionam como sinais de alerta.
Ana Carolina ainda chama atenção para os sinais físicos, que muitas vezes passam despercebidos. Cortes, queimaduras, arranhões, retirada de crostas ou comportamentos como arrancar cabelos e pelos do corpo podem indicar automutilação. Frequentemente, esses machucados são escondidos por roupas de manga comprida ou acessórios, inclusive em dias quentes. Portanto, a observação cuidadosa e contínua faz diferença.
A Abordagem Adequada de Acolhimento
A resposta inicial define o processo de cuidado. A especialista enfatiza que o ato de se lesionar representa, acima de tudo, um pedido de ajuda. Por isso, a abordagem deve priorizar a escuta ativa e criar um espaço seguro. Nesse contexto, validar o sofrimento do jovem é o primeiro passo para interromper o ciclo destrutivo.
Além disso, Ana Carolina reforça um aspecto essencial: não rotular o adolescente. Profissionais devem registrar os sinais de forma objetiva, descrevendo apenas o que observam, sem interpretações ou julgamentos. No ambiente escolar, isso exige protocolos claros, que orientem encaminhamentos adequados para a rede de saúde mental. Da mesma forma, é fundamental garantir a presença de um adulto de referência e informar a gestão escolar desde o início, considerando suas responsabilidades institucionais.
Estratégias Efetivas de Prevenção da automutilação em jovens
A família, por sua vez, precisa ser envolvida. No entanto, sempre que possível, o adolescente deve participar desse processo, pois isso ajuda a preservar o vínculo e fortalece a confiança. Paralelamente, é essencial articular a rede de cuidado, como unidades de saúde, CAPS e outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial.
Por fim, Ana Carolina ressalta que a prevenção se constrói a partir da inserção da saúde mental na rotina escolar, com programas de arte, esporte, escuta ativa e rodas de conversa. Nesse sentido, abordagens estruturadas de aprendizagem socioemocional contribuem para o desenvolvimento da resiliência emocional e ampliam repertórios saudáveis para lidar com o sofrimento.
Acesse a matéria completa clicando no link.

Saúde Mental no Ambiente Corporativo
Em sua participação no episódio #10 do Podcast Voz e Visão, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista do Instituto Ame Sua Mente, apresenta os principais desafios e estratégias para promover a saúde mental no ambiente corporativo. Ao longo da conversa, ele trouxe insights relevantes tanto para empresas, bem como os profissionais, destacando como o cuidado emocional impacta diretamente produtividade, engajamento e bem-estar.
Logo no início, Estanislau alerta para os perigos de uma cultura que glorifica o trabalho excessivo. Quando o desempenho é encarado como prova de heroísmo, o autocuidado perde espaço. “No ambiente corporativo, a pressão por resultados pode criar uma imagem de super-herói que leva à negligência do autocuidado”, explica o psiquiatra.
Assim, o comportamento aparentemente admirável — trabalhar demais e nunca descansar — se transforma em fonte de adoecimento psíquico. Além disso, essa dinâmica aumenta a sobrecarga, eleva o estresse e normaliza um ritmo insustentável, prejudicando equipes inteiras.
Estratégias para melhorar a saúde mental no ambiente corporativo
O pesquisador também defende o uso da alfabetização emocional como ferramenta estratégica para empresas. “Empresas que investem em capacitação sobre processos básicos de estresse e ansiedade colhem benefícios diretos na produtividade e no clima organizacional”, destaca.
Em outras palavras, compreender emoções é uma habilidade corporativa, não apenas um cuidado individual. Desse modo, investir em saúde mental deixa de ser custo e se torna vantagem competitiva direta no mercado.
Pilares da saúde mental no ambiente corporativo
Outro ponto importante é a qualidade do sono. Segundo Estanislau, o sono funciona como um pilar essencial da saúde mental e da performance. Profissionais que dormem bem tomam decisões melhores, lidam com pressões diárias de forma mais equilibrada e mantêm maior clareza diante de conflitos e demandas. Portanto, promover rotinas saudáveis e limites de jornada não é apenas humanização, mas gestão inteligente.
Por fim, o psiquiatra explica a relação entre cortisol e adoecimento emocional. “Recomendo que empresas ensinem técnicas para reduzir a produção desnecessária de cortisol durante a jornada”, afirma.
Nesse sentido, práticas de relaxamento, pausas programadas, ambientes ergonomicamente adequados e comunicação clara atuam como medidas preventivas. Assim, a empresa cuida da saúde mental dos colaboradores e fortalece o próprio desempenho organizacional.
Para entender melhor como essa gestão da Saúde Mental funciona, assista ao episódio completo, clicando no link!
Publicado em 17 de outubro de 2025.

A Importância de Cuidar Antes de Adoecer na Saúde Mental

Cuidar antes de adoecer. Essa é a abordagem defendida pelo psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente-fundador do Instituto Ame Sua Mente. “Quando se cuida antes, reduz-se o sofrimento e evita-se o adoecimento”, diz Bressan.
A matéria publicada no Estadão, pela colunista Alice Ferraz, apresenta Bressan como uma das principais referências brasileiras em prevenção de transtornos mentais.
Logo no início, o texto destaca que essa abordagem representa uma mudança significativa na lógica tradicional da saúde mental, que costuma atuar apenas quando o sofrimento já está instalado. Ao contrário disso, Bressan propõe intervenção precoce, uma vez que cerca de 75% dos transtornos mentais começam antes dos 24 anos e 50% antes dos 14 anos. Por esse motivo, o ambiente escolar torna-se estratégico para promover cuidado, acolhimento e desenvolvimento emocional.
Além disso, a matéria explica que essa visão orienta o trabalho do Instituto Ame Sua Mente, que, por meio de formações e materiais educativos, capacita professores da rede pública de ensino. Esse curso tanto ajuda os educadores a cuidarem da própria saúde mental como auxilia no trabalho para ampliar o vocabulário emocional de crianças e adolescentes. Assim, jovens passam a reconhecer, nomear e comunicar o que sentem, favorecendo a prevenção e reduzindo a intensificação do sofrimento psíquico.
Cuidar antes de adoecer na era digital
A matéria também aborda o impacto das redes sociais e da inteligência artificial na construção da identidade dos jovens. Bressan, que atua como consultor da Meta, afirma que a questão não é rejeitar a tecnologia, mas sim aprender a usá-la de maneira emocionalmente segura. Segundo ele, é essencial ensinar crianças e adolescentes a lidar com frustrações, tristezas e comparações, especialmente em um contexto em que a autoimagem se forma muito em relação ao olhar do outro.
A implementação prática mostra resultados promissores em diversos ambientes. Escolas que adotam esta abordagem relatam melhoria no clima educacional e redução de problemas emocionais entre estudantes. Empresas que incorporam o conceito de cuidar antes de adoecer observam aumento na produtividade e melhoria na qualidade de vida no trabalho.
A prática consolida-se assim como a estratégia mais eficaz e economicamente viável para promover saúde mental em larga escala. Ou seja, a prevenção é não apenas mais eficaz, como também mais humana e sustentável.

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Saúde mental periférica: o impacto da desigualdade e da violência no bem-estar psicológico

Bullying e cyberbullying: sinais, prevenção e apoio com foco em saúde mental
O episódio do podcast Replago contou com a participação da psicóloga e pedagoga Ana Carolina D’Agostini, especialista em saúde mental do Instituto Ame Sua Mente, para discutir um tema urgente: bullying e cyberbullying.
Entendendo o que é Bullying e cyberbullying
De maneira geral, bullying é uma forma de intimidação intencional, repetida e com desequilíbrio de poder.
Ele pode ser físico (agressões, empurrões) ou psicológico (humilhações, apelidos pejorativos, perseguição, exclusão).
Já o cyberbullying amplia o problema para o ambiente digital. Por isso, ele alcança plateias maiores, pode ocorrer em qualquer momento, e frequentemente envolve anonimato. Além disso, deixa rastros que reativam a dor e dificultam o esquecimento.
Nesse cenário, é fundamental ficar atento a mudanças de comportamento e de rotina de crianças e adolescentes. Alguns sinais comuns incluem: recusa em ir à escola, queixas somáticas (como dores de cabeça ou abdominais) sem causa médica aparente, queda no rendimento, isolamento em atividades de grupo e quietude incomum ou irritabilidade. Observar esses sinais, portanto, é o primeiro passo para prevenir o agravamento do sofrimento emocional.
Bullying e cyberbullying: como acolher?
Acolher é diferente de resolver pelo outro. A principal recomendação é a escuta genuína. Evite minimizar (“isso é brincadeira”) e também evite agir por impulso (“vou agora ligar para a escola”). Afinal, atitudes precipitadas podem reforçar a sensação de impotência.
Em situações de bullying e cyberbullying, combine com a criança ou o adolescente quais passos seguir. Assim, ela mantém o protagonismo e, ao mesmo tempo, entende que há adultos confiáveis por perto.
No caso específico do cyberbullying, registre evidências (prints, links, datas) e ajuste as configurações de privacidade. Em seguida, bloqueie e denuncie os conteúdos nas plataformas. Combine também com a criança ou o adolescente passos concretos: não reagir no calor do momento, evitar provocações e procurar um adulto de confiança. Por fim, se necessário, acione a escola.
Além do alvo e do autor, existe a plateia — quem presencia, compartilha ou silencia. Fortalecer os espectadores é uma estratégia-chave. Isso porque, ensinar quando e como pedir ajuda (a monitores, professores, coordenação ou responsáveis) transforma o ambiente escolar.
Quando procurar ajuda especializada
Agora, se os sinais persistirem, se houver sofrimento intenso ou risco real (como ideação suicida, automutilação ou retraimento severo), é hora de procurar ajuda. O atendimento psicológico — e, quando indicado, psiquiátrico — favorece a recuperação e fortalece as habilidades socioemocionais.
Vale lembrar: o comportamento agressor também pode ser um pedido de ajuda. Muitas vezes, ele reflete dores não elaboradas, contextos de violência ou busca por validação. Por isso, trabalhar com o autor é parte da solução. Neste sentido, a responsabilização, a reparação e o desenvolvimento de empatia são fundamentais. Punir sem restaurar, ao contrário, tende a deslocar o problema — não a resolvê-lo.

Estresse e saúde mental: o impacto no cotidiano dos educadores

Adolescentes e aparência: Gustavo Estanislau analisa os impactos do culto ao corpo entre jovens
A relação entre adolescentes e aparência nunca esteve tão intensa e, em muitos casos, perigosa. Isso acontece porque a pressão por um padrão de beleza, potencializada pelas redes sociais, pela indústria da estética e pelos suplementos alimentares, tem levado jovens a desenvolver comportamentos obsessivos. Como consequência, sua saúde mental e física acaba sendo diretamente afetada. Em entrevista à Revista Gama, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista em adolescentes e integrante do Instituto Ame sua Mente, analisou os impactos desse cenário.
Segundo Estanislau, a puberdade é um período de rápidas transformações corporais que pode gerar estranhamento e ansiedade. Diante dessas mudanças, muitos jovens tentam exercer maior controle sobre o corpo, buscando se enquadrar em padrões de beleza como magreza extrema, músculos definidos ou uso excessivo de maquiagem. Nesse contexto, explica, “os adolescentes buscam controlar as transformações do corpo, e entrar em um padrão parece um caminho. A partir daí começam as obsessões”.
Adolescentes e aparência: do suplemento à autoestima
Além disso, a relação entre adolescentes e aparência também se manifesta no uso de substâncias e em práticas de risco. Entre meninos, por exemplo, é comum o consumo precoce de suplementos como whey protein ou energéticos usados como pré-treino. Esses produtos podem causar efeitos colaterais, como acne, crises de ansiedade e desequilíbrios físicos. Já entre meninas, a busca pela magreza costuma ser intensificada pelo uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento.

Redes Sociais e Adultização: Alerta sobre Exploração Infantil

Adultização na Internet: Um Alerta sobre a Exploração Digital de Crianças e Adolescentes

Projeto Ame sua Mente na Escola fortalece saúde mental de educadores

Em reportagem recente, a CNN apresentou o Projeto Projeto Ame sua Mente na Escola como exemplo de inovação no cuidado com a saúde mental. A iniciativa resulta da união entre o Instituto Ame sua Mente e o Centro Paula Souza (CPS).
O curso oferece uma formação inédita para professores, gestores escolares e servidores das Etecs e Fatecs. O objetivo é claro: promover um olhar mais humano e acolhedor diante dos desafios da sala de aula.
A saúde mental de educadores é, sem dúvida, um tema urgente. De acordo com pesquisas recentes, mais de 20% dos professores brasileiros avaliam sua saúde mental como ruim ou muito ruim. Esse cenário se explica, sobretudo, pela sobrecarga de trabalho, pela falta de reconhecimento e, ainda, pelas pressões diárias do ambiente escolar.
Neste contexto, o Ame sua Mente na Escola surge como resposta a essa realidade. O curso, on-line, tem 36 horas de duração e se divide em oito módulos. Entre os temas abordados estão os transtornos de ansiedade, TDAH, protocolos de encaminhamento e estratégias de autocuidado. Além disso, a formação inclui dois encontros ao vivo. Nessas sessões, o psiquiatra e neurocientista Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame sua Mente, aprofunda temas essenciais para o bem-estar dos profissionais da educação.
Segundo Cristiane Alves de Freitas Teixeira, superintendente de Inclusão e Acessibilidade do CPS, o projeto tem como propósito orientar educadores para lidar com questões de saúde mental no ambiente escolar. Assim, é possível evitar agravamentos, fortalecer a rede de apoio e criar uma comunidade mais engajada, empática e preparada.

Curso sobre saúde mental fortalece educadores em iniciativa gratuita
O curso sobre saúde mental promovido pelo Centro Paula Souza (CPS), em parceria com o Instituto Ame sua Mente, encerrou recentemente suas inscrições, mas já se consolidou como uma iniciativa fundamental para apoiar educadores e gestores da rede pública.
O “Ame sua Mente na Escola” é uma formação gratuita voltada a professores, gestores escolares e servidores das Etecs e Fatecs do estado de São Paulo. O programa oferece conteúdos atualizados sobre saúde mental e bem-estar no ambiente escolar.
O curso sobre saúde mental tem 36 horas de carga horária e se organiza em oito módulos online. Os participantes estudam temas como transtornos de ansiedade, TDAH, protocolos de encaminhamento e estratégias de autocuidado. Além disso, o formato digital amplia a participação e reforça o compromisso com a inclusão e a acessibilidade no processo de formação continuada.
Além do conteúdo programática, a iniciativa também oferece dois encontros ao vivo. O psiquiatra e neurocientista Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame sua Mente, conduzirá as atividades. Esses momentos enriquecem a experiência, estimulam reflexões práticas sobre os desafios da sala de aula e destacam o impacto da saúde mental no desenvolvimento dos estudantes.
Cursos de Saúde mental para transformar a cultura escolar
Segundo especialistas, investir em cursos para educadores transforma a cultura escolar. Dessa forma, a escola se torna mais humana, acolhedora e preparada para lidar com situações complexas. O encerramento das inscrições não reduz a relevância da ação. Pelo contrário, destaca a necessidade de novas edições e amplia o debate sobre a saúde emocional no contexto educacional.
O curso do CPS e do Instituto Ame sua Mente marca um passo importante e já se consolida como uma iniciativa essencial para apoiar educadores e gestores da rede pública. Isso porque, ele valoriza os profissionais, fortalece a rede escolar e impacta de forma positiva toda a comunidade. Além disso, contribui para criar um ambiente de aprendizagem mais saudável e sustentável.

Ame sua Mente na Escola chega ao Pará

O Ame sua Mente na Escola chega ao Pará. A formação, que recentemente encerrou suas inscrições, nasce da parceria entre a Secretaria da Educação (Seduc) do Pará, o Instituto Ame sua Mente e a Fundação Itaú Social.
Voltado aos servidores da rede pública estadual de ensino, o programa busca apoiar professores, gestores e demais profissionais no enfrentamento das demandas de saúde mental dentro e fora da sala de aula.
Ame sua Mente no Pará
A formação realizada no Pará conta com carga horária distribuída em oito módulos. Durante o curso, serão abordados temas centrais como ansiedade, depressão, TDAH, TOD e práticas de autocuidado.
Além disso, três encontros ao vivo irão aprofundar os conteúdos. Ao mesmo tempo, eles irão incentivar a interação entre os participantes. O encerramento está previsto para 5 de dezembro, com a apresentação dos protocolos de encaminhamento.
Segundo especialistas, iniciativas como a oferecida pelo Instituto Ame sua Mente tornam-se fundamentais diante do aumento expressivo de problemas de saúde mental nos últimos anos.
Não por acaso, pesquisas realizadas em São Paulo já mostraram resultados consistentes. Mais de 90% dos educadores que participaram de formações semelhantes afirmaram sentir-se mais preparados para lidar com questões de saúde mental no ambiente escolar. Isso, portanto, reforça o impacto positivo da metodologia.
Nesse cenário, a parceria entre a Seduc Pará, o Instituto Ame sua Mente e a Fundação Itaú Social evidencia a relevância da colaboração entre diferentes setores. Além disso, ao oferecer suporte técnico e científico, o programa amplia a capacidade da rede pública para enfrentar os desafios emocionais que afetam a aprendizagem e a convivência escolar.

Paternidade e saúde mental: a importância da presença ativa do pai
A relação entre paternidade e saúde mental tem recebido cada vez mais atenção. Recentemente, o SP1 trouxe histórias de pais que assumiram um papel ativo e presente na vida dos filhos. Esses exemplos, por sua vez, mostram não apenas como essa escolha fortalece o desenvolvimento emocional das crianças, mas também como melhora o bem-estar de toda a família.
Um caso é o de Vanderlei. Ele divide seu tempo entre o trabalho, o futebol de várzea e, ao mesmo tempo, momentos com a filha Mirella. Sua presença constante ajuda a fortalecer vínculos. Ele mesmo reconhece que sua maneira de ser pai reflete o que recebeu de seu próprio pai. Assim, percebemos como gerações podem ser impactadas por esse cuidado.

Formação em saúde mental fortalece educadores e impacta rede estadual de ensino
O programa“Ame Sua Mente na Escola”, realizado pelo Instituto Ame Sua Mente em parceria com o Centro Paula Souza (CPS), encerrou as inscrições para um novo ciclo de formação em saúde mental. A iniciativa representa mais um passo importante na valorização da temática no ambiente escolar.
Foram disponibilizadas 5.000 vagas gratuitas, voltadas a professores, gestores e servidores administrativos das Escolas Técnicas (ETECs) e Faculdades de Tecnologia (FATECs) do estado de São Paulo. Dessa forma, a ação deve impactar indiretamente cerca de 315 mil estudantes atendidos pelas unidades do CPS.
Formação em saúde mental

Infância em risco: Rodrigo Bressan analisa urgência na aplicação da nova lei digital
A proteção da infância no ambiente digital voltou ao centro do debate. Isso ocorreu após a aprovação do projeto de lei conhecido como ECA Digital. A proposta amplia a responsabilidade das plataformas online no combate a conteúdos de exploração sexual infantojuvenil.
A Câmara dos Deputados aprovou o texto, mas o Senado ainda precisa analisá-lo. Além disso, a lei só passará a valer após um ano. Especialistas consideram esse prazo excessivo diante da gravidade do problema.
Segundo o psiquiatra Rodrigo Bressan, professor da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e presidente do Instituto Ame sua Mente, a demora compromete a eficácia da legislação. Segundo ele, “as plataformas deveriam implementar avanços tecnológicos com celeridade, mas isso não acontece porque o tema não faz parte do foco das mídias sociais”.
Os riscos da infância

Diagnósticos na infância: os riscos da patologização precoce

Saúde mental e IA: como proteger vidas em tempos digitais


Saúde mental nas escolas: especialistas do Instituto participam da SSIR Brasil
A saúde mental nas escolas é um dos maiores desafios da atualidade. Isso ocorre diante do aumento de transtornos mentais entre crianças e adolescentes.
A edição especial Saúde mental: o desafio coletivo nas escolas, da Stanford Social Innovation Review Brasil (SSIR Brasil), reuniu análises, relatos de campo e propostas práticas para enfrentar esse cenário.
O destaque vai para o artigo de abertura, “Tempo de cuidar”, assinado pelos psiquiatras Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente, e Pedro Pan, especialista em saúde mental do Instituto.
Redes de cuidado
A publicação enfatiza pontos essenciais. Entre eles estão a criação de redes intersetoriais de cuidado, a qualificação de educadores, o envolvimento das famílias, além do uso responsável das tecnologias digitais. Desse modo, torna-se possível avançar na prevenção e também na intervenção precoce.
No artigo de abertura, Bressan e Pan defendem a construção de uma nova cultura de atenção integral. Nesse modelo, a saúde mental ocupa o centro das prioridades. Para alcançar esse objetivo, é fundamental que educadores recebam preparo adequado e que famílias participem de forma ativa.
Além disso, outros artigos trazem reflexões importantes. Eles discutem os desafios para colocar em prática a Lei 14.819/2024, que busca superar a negligência histórica em saúde mental infantojuvenil. Ao mesmo tempo, analisam como a violência no ambiente escolar se relaciona diretamente com o sofrimento emocional. A partir disso, apresentam estratégias possíveis para reduzir esse impacto.
Experiências de campo e Saúde mental nas escolas
A seção Histórias do campo traz experiências inspiradoras. Entre elas, projetos de letramento emocional desde cedo, iniciativas de educação integral, redes institucionais de apoio e ações que fortalecem o protagonismo adolescente.
Um exemplo marcante é o mapeamento sobre saúde mental nas escolas realizado em Breves, no arquipélago do Marajó (PA). Nesse estudo, surgem evidências sobre os desafios em contextos vulneráveis. Ao mesmo tempo, a iniciativa aponta caminhos para soluções coletivas.
Por fim, promover a saúde mental significa ir além da prevenção. Na prática, envolve investir em pertencimento, aprendizado e desenvolvimento integral.

Terapia: o que diz o especialista Gustavo Estanislau sobre crianças e pais
A procura por terapia na infância e adolescência cresce ano após ano. Porém, uma pergunta permanece: afinal, quem precisa mais de acompanhamento psicológico, os filhos ou os pais? Para o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista em infância e adolescência e pesquisador do Instituto Ame Sua Mente, a resposta não é tão simples.
Segundo Estanislau, é cada vez mais comum que crianças e adolescentes enfrentem sintomas de ansiedade, depressão, dificuldades escolares ou comportamentos de risco. A terapia é, sem dúvida, uma ferramenta essencial nesses casos. No entanto, o especialista ressalta que muitas vezes o problema não se limita aos jovens: os pais também podem precisar de suporte.
Ele lembra que a Organização Mundial da Saúde estima que 14% dos jovens entre 10 e 19 anos no mundo sofrem com algum transtorno mental, mas apenas um terço recebe algum tipo de acompanhamento.
Parte dessa lacuna vem do estigma ainda associado à terapia. “É comum os pais perguntarem: ‘mas meu filho não é maluco, né?’ Isso mostra como ainda há preconceito em relação à saúde mental infantil”, afirma.
Outro ponto destacado pelo psiquiatra é a influência decisiva do ambiente familiar. “Alguns pais priorizam a terapia do filho, mas se eles também não entram nesse investimento, tudo pode ir por água abaixo”, explica.
Participação dos responsáveis na terapia
Para ele, a participação ativa dos responsáveis é determinante: tanto para identificar sintomas precocemente, quanto para aprender a lidar com o estresse, a ansiedade e a sobrecarga emocional.
Estanislau reforça ainda que, em contextos de famílias mais enxutas e pais cada vez mais ocupados, a escola muitas vezes se torna o primeiro espaço a perceber mudanças de comportamento. Entretanto isso não significa que os pais devam se isentar. Pelo contrário: iniciar a própria terapia pode ser um passo essencial para melhorar a relação com os filhos e criar um ambiente mais saudável.
Com uma carreira dedicada à saúde mental infantojuvenil, Gustavo Estanislau — também coautor dos livros Saúde Mental na Escola (Artmed, 2014) e Dilemas na Educação (Autêntica, 2023) — defende que o processo terapêutico é mais efetivo quando envolve toda a família. “Sempre que recebo a notícia de que os pais resolveram buscar acompanhamento, penso que haverá evolução no caso. Pais que se conhecem melhor conseguem manejar os filhos com mais assertividade e empatia”, conclui.
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Hobbies como pintura ajudam no bem-estar e no foco, destaca especialista em matéria do SPTV

Atividades simples e prazerosas podem ter um grande impacto na saúde mental. E é justamente aí que entram os hobbies. Por exemplo, uma reportagem exibida pelo SPTV, da TV Globo, mostrou como os livros de colorir — cada vez mais populares entre crianças e adultos — funcionam como uma poderosa ferramenta de relaxamento e foco.
O psiquiatra da infância e adolescência Gustavo Estanislau, especialista do Instituto Ame Sua Mente, explicou os benefícios psicológicos associados a esse tipo de passatempo.
Segundo o especialista, colorir vai muito além de uma diversão despretensiosa. Pelo contrário, trata-se de um hobby que ativa o córtex pré-frontal do cérebro — região diretamente ligada às chamadas funções executivas. Entre elas, destacam-se a autorregulação emocional, a atenção e a tomada de decisões. Assim, “quando essas atividades são praticadas com frequência, há um desenvolvimento real dessas capacidades mentais”, afirma Estanislau.
Além disso, a prática tem se mostrado útil em um mundo dominado pelas telas. Nesse cenário, crianças com TDAH, como o Cauê, de 10 anos, apresentam melhora na concentração e na regulação emocional. Isso ocorre quando trocam o celular pelos lápis de cor. Já para os adultos, os hobbies manuais reduzem o estresse e oferecem uma pausa mental no ritmo acelerado do dia a dia.
A reportagem ainda destacou que os livros de colorir estão entre os mais vendidos nas livrarias brasileiras. Ou seja, o hobby conquistou diferentes faixas etárias e classes sociais. Por exemplo, a tatuadora Beatriz encontrou na pintura uma forma de relaxar depois do trabalho. Ao mesmo tempo, aproveita para aprimorar técnicas úteis à profissão.
Portanto, em tempos de hiperconexão e sobrecarga digital, retomar hobbies analógicos — como a pintura — é uma forma simples, eficaz e acessível de cuidar da saúde mental.

Violência virtual: impacto do cyberbullying na saúde mental de adolescentes

A violência virtual, especialmente o cyberbullying, tem provocado sérios impactos na saúde mental de adolescentes.
De acordo com uma recente pesquisa norte-americana, mais da metade dos jovens entre 13 e 17 anos sofreu ofensas, boatos e constrangimentos nas redes sociais. O problema é que essas agressões virtuais não ficam só na tela. Pelo contrário, elas podem evoluir para quadros graves, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
O Jornal da Tarde, da TV Cultura, convidou o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente e fundador do Instituto Ame Sua Mente, para falar sobre os impactos do problema. Bressan explica como os efeitos da violência digital podem se prolongar mesmo após o fim das agressões: “Mesmo longe das redes sociais, o jovem continua revivendo os episódios, o que gera muita ansiedade”.
Casos como o de Gabriela ilustram bem essa realidade. Ela enfrentou o cyberbullying aos 13 anos. Hoje, aos 18, ainda lida com dificuldades emocionais, insegurança e medo de rejeição. Para se recuperar, a jovem recebe acompanhamento de psicólogos e psiquiatras. Isso confirma que a dor causada pela violência online é tão real quanto a de qualquer outro tipo de agressão.
Nesse contexto, as escolas têm um papel decisivo contra a violência virtual. Por exemplo, uma instituição da Zona Oeste de São Paulo, promove debates sobre o tema com os alunos. Além disso, ela reforça a importância de relações respeitosas e empáticas. Por fim, os educadores lembram que o agressor não age sozinho. Quem assiste e se cala também ajuda a perpetuar o problema.
Desde 2023, a lei brasileira reconhece o cyberbullying como crime e prevê penas de até quatro anos de prisão. Por isso, o alerta é claro: é preciso combater a violência virtual. Afinal, o sofrimento pode ser digital, mas os danos são profundamente humanos.

Nova norma exige atenção das empresas à saúde mental no ambiente de trabalho
Em 26 de maio de 2025, entrou em vigor uma nova obrigação legal. Ela promete mudar a forma como a saúde mental é tratada no ambiente de trabalho.
A atualização, feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego, alterou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de agora, todas as empresas devem incluir a avaliação de riscos psicossociais nos programas de segurança e saúde no trabalho.
Em entrevista para o portal UOL, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente, afirma que essa medida representa um avanço importante, pois fortalece a promoção da saúde mental no ambiente corporativo. Além disso, ele ressalta que “os líderes precisam compreender as questões de saúde mental e participar ativamente da construção de um ambiente colaborativo e respeitoso”.
Da mesma forma, a nova regulamentação busca prevenir quadros como ansiedade, depressão e burnout. Ela ainda pretende melhorar o desempenho das equipes. Nesse contexto, Bressan compara o cuidado com a saúde mental no trabalho a um EPI — Equipamento de Proteção Individual — justamente porque o diálogo e o suporte psicológico devem fazer parte da rotina corporativa.
Além de evitar multas, empresas que se adaptarem à NR-1 tendem a conquistar ganhos em produtividade e bem-estar. Isso ocorre porque os problemas emocionais estão entre as principais causas de absenteísmo e presenteísmo, impactando diretamente os resultados. Por fim, a norma também garante igualdade de direitos e cuidados para trabalhadores presenciais e remotos.
Para cumprir a nova exigência, o RH pode, por exemplo, buscar consultorias especializadas. Outra alternativa é utilizar canais como o hotline psicológico.
Em última análise, mais do que simplesmente cumprir a lei, cuidar da saúde mental configura-se como uma estratégia inteligente. Hoje, cuidar da saúde mental no ambiente de trabalho é essencial para empresas que desejam prosperar de forma sustentável.

Ansiedade na infância: Gustavo Estanislau alerta sobre sinais e impactos em entrevista ao RepLago
O psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame Sua Mente, participou de uma entrevista ao podcast RepLago. Ele abordou um tema cada vez mais urgente: a ansiedade na infância. Ao lado da pedagoga Alcione Marques, discutiu como fatores sociais, familiares e escolares contribuem para o crescimento expressivo dos casos de ansiedade entre crianças e adolescentes.
Segundo Estanislau, a ansiedade na infância vai muito além do nervosismo ocasional. Na verdade, ela está ligada a um estado constante de alerta e preocupação. Assim, quando esse estado é desproporcional à realidade, ele afeta diretamente o comportamento e a qualidade de vida das crianças. “Crianças ansiosas evitam situações, deixam de fazer atividades prazerosas e desenvolvem insegurança social e escolar”, explicou o psiquiatra.
O episódio também destacou diversos contextos que funcionam como gatilhos da ansiedade na infância. Entre eles, estão o uso excessivo de telas, a pressão por desempenho, a falta de tempo para brincar e a ausência de contato com a natureza. Além disso, Estanislau reforçou que pais ansiosos têm até três vezes mais chances de criar filhos ansiosos. Por isso, é tão importante cuidar da saúde mental de toda a família.
A escola foi apontada como peça-chave na identificação dos sinais de sofrimento emocional. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento e queda no rendimento escolar são alertas importantes de que algo não vai bem. Diante desse cenário, Estanislau recomenda procurar ajuda profissional sempre que a ansiedade na infância causar esquiva, sofrimento ou prejuízo significativo nas atividades do dia-a-dia.
Segundo os especialistas, brincar, conviver com a natureza e ter momentos de ócio são estratégias simples, mas poderosas, para prevenir e tratar a ansiedade desde cedo. Por fim, a mensagem do episódio é clara: acolher, escutar e agir de forma integrada é fundamental para garantir o bem-estar das novas gerações.

Violência nas escolas: especialista alerta para urgência da intervenção diante de casos de bullying
A violência no ambiente escolar voltou a ser tema de debate. O assunto ganhou destaque após a reportagem da Rádio BandNews FM sobre uma adolescente de 15 anos, bolsista de um colégio tradicional de São Paulo. Ela foi vítima de racismo e homofobia por parte de colegas. Segundo a família, as ofensas eram constantes. Além disso, mesmo após diversas tentativas de contato com a escola, nenhuma medida efetiva foi tomada.
No final de abril, a jovem foi encontrada desacordada no banheiro da instituição. Trata-se de um possível caso de tentativa de suicídio. Esse episódio evidencia, portanto, os graves impactos da violência emocional e simbólica na saúde mental de adolescentes.
Em entrevista à BandNews, o psiquiatra Gustavo Estanislau — especialista em saúde mental do Instituto Ame Sua Mente — ressaltou que é essencial agir imediatamente diante dos primeiros sinais de bullying. Segundo Estanislau, “situações de violência, por menores que pareçam, tendem a se intensificar quando negligenciadas. A intervenção precoce é fundamental”, alertou.
Além das vítimas diretas, a violência escolar também afeta os estudantes que testemunham os episódios. Inclusive, dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostram que, mesmo os jovens que apenas observam essas situações, têm a saúde mental prejudicada. O psiquiatra reforçou que o trabalho de prevenção precisa envolver toda a comunidade escolar — educadores, famílias e alunos.
A reportagem ainda apresentou outros casos de preconceito em diferentes instituições de ensino. Esses relatos reforçam, assim, a importância de uma inclusão real e de uma escuta ativa por parte das escolas. O Colégio Mackenzie, onde ocorreu o caso principal, informou que está apurando a situação e oferecendo suporte à família.
Por isso, em uma sociedade cada vez mais conectada, combater a violência exige ação conjunta, empatia e uma mudança cultural nas escolas.

As telas e a hiperconexão – TV BRASIL
Em entrevista à TV Brasil, o psiquiatra Pedro Pan, especialista do Instituto Ame Sua Mente, alertou para os efeitos da hiperconexão entre o mundo real e o digital. Hoje, o uso de dispositivos móveis cresce de forma acelerada. O Brasil, por exemplo, já soma 480 milhões de aparelhos em uso. Como consequência, a dependência tecnológica se tornou um desafio importante para a saúde mental — especialmente entre crianças e adolescentes.
Segundo Pedro Pan, o excesso de estímulos digitais sobrecarrega a atenção e a memória. Além disso, o cérebro passa a priorizar recompensas imediatas, como likes e notificações, em vez de manter o foco em tarefas essenciais. Por isso, adolescentes que passam muitas horas no celular apresentam maior risco de ansiedade, depressão e baixo desempenho escolar.
Para combater esse problema, desde 2024, uma lei federal proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula. Dessa forma, busca-se reduzir distrações e melhorar a aprendizagem. Além disso, a medida incentiva interações presenciais entre os estudantes e combate a dependência digital, que pode causar isolamento e dificuldade de concentração. Para encontrar equilíbrio, Pedro Pan recomenda definir limites diários para o uso das telas, além de priorizar atividades offline, como esportes e brincadeiras ao ar livre. Também é fundamental conversar com os jovens sobre os riscos do uso excessivo.
Portanto, a hiperconexão é um problema crescente, mas, com consciência e políticas adequadas, é possível reconectar-se ao que realmente importa.
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Nos últimos anos, o debate sobre diagnósticos na infância tem ganhado espaço no Brasil. Reportagem do Estadão contou com a participação do psiquiatra Pedro Pan, pesquisador da Unifesp e membro do Instituto Ame Sua Mente, que alerta para o crescimento da medicalização e da patologização de comportamentos típicos da infância e da adolescência.



