Na mídia

Para disseminar o conhecimento e promover a cultura sobre saúde mental no País, os especialistas do Instituto Ame sua Mente participam de reportagens e entrevistas nos diversos canais de mídia. Confira!

Prevenção / Bem Estar

Nova lei amplia acesso de crianças à saúde mental no SUS

Nova lei amplia acesso de crianças à saúde mental no SUS

Gustavo Estanislau fala sobre acesso de crianças à saúde mental no SUS

O acesso de crianças à saúde mental no SUS ganhou um importante avanço com a aprovação da Lei nº 15.413/2026. A medida passa a integrar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e fortalece o direito ao cuidado em saúde mental desde os primeiros anos de vida.

O tema foi destaque em reportagem da TV Cultura, que entrevistou o psiquiatra da infância e adolescência e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Gustavo Estanislau. Durante a conversa, ele explicou os impactos da nova legislação e destacou a importância da prevenção e do atendimento precoce.

O que muda no acesso de crianças à saúde mental no SUS?

De acordo com o psiquiatra, a nova lei não cria um serviço inédito. Ainda assim, ela reforça oficialmente o direito de crianças e adolescentes ao cuidado em saúde mental. Neste sentido, a legislação pode ampliar a cobrança por políticas públicas mais efetivas, além de fortalecer serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi).

Entre os principais pontos previstos na legislação, estão:

  • atendimento em saúde mental por meio da atenção psicossocial básica e especializada;
  • acesso a serviços de urgência, emergência e internação hospitalar quando necessário;
  • formação específica e continuada para profissionais que atuam na prevenção, identificação e tratamento de agravos relacionados à saúde mental;
  • acesso gratuito ou subsidiado a recursos terapêuticos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Dessa forma, a saúde mental de crianças e adolescentes ganha mais visibilidade e prioridade dentro da rede pública de saúde.

Quais problemas podem ser identificados com mais rapidez?

Ao comentar os impactos da nova lei, o especialista destaca algumas das condições mais frequentes na infância e na adolescência, como os transtornos ansiedade e os quadros de depressão. No entanto, Gustavo ressalta que os fatores de risco também merecem atenção.

Por exemplo, problemas de aprendizagem, dificuldades escolares e situações de bullying podem afetar significativamente o bem-estar emocional. Por isso, esses sinais não devem ser ignorados. Quanto mais cedo essas situações forem identificadas, maiores serão as possibilidades de intervenção, acompanhamento e promoção da saúde mental. Como consequência, aumentam também as chances de evitar o agravamento dos problemas ao longo do desenvolvimento.

Se você é educador, leia também o blog sobre saúde mental na escola:

Caminhos e boas práticas para promoção da saúde mental na escola

Por que ampliar o acesso de crianças à saúde mental no SUS é tão importante?

Segundo Gustavo, ainda existe a crença de que a infância é uma fase livre de sofrimento emocional e que dificuldades psicológicas tendem a desaparecer naturalmente com o tempo. Mas, a realidade é diferente. Muitos transtornos mentais têm início na infância ou na adolescência, o que reforça a importância da identificação precoce e do acesso ao cuidado adequado.

Gustavo Estanislau fala sobre acesso de crianças à saúde mental no SUS

“Grande parte dos transtornos mentais tende a começar na infância e na adolescência e tende a ir cronificando ao longo da vida da pessoa. Então esse olhar preventivo é determinante para que as pessoas venham a ter uma boa saúde mental ao longo da vida.”

Por esse motivo, investir na prevenção e ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental desde cedo são estratégias fundamentais para promover qualidade de vida, reduzir o sofrimento e favorecer o desenvolvimento saudável ao longo de toda a vida.

 

Como as famílias podem buscar ajuda?

Para Gustavo, o primeiro passo é reconhecer que problemas de saúde mental existem e podem causar sofrimento significativo. Também é fundamental criar espaços de diálogo dentro de casa.

Para que isso aconteça, crianças e adolescentes precisam sentir que podem falar sobre emoções, dificuldades e preocupações sem medo de julgamentos. Afinal, a escuta e o acolhimento costumam ser fatores de proteção importantes.

Por fim, quando houver necessidade, a busca por orientação profissional deve acontecer o quanto antes. Para isso, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os CAPSi e as próprias escolas podem funcionar como pontos de apoio. Assim, o acesso de crianças à saúde mental no SUS deixa de ser apenas um direito previsto em lei e passa a se transformar em cuidado efetivo para quem precisa.

Veja a entrevista completa.

Cultura da produtividade prejudica a saúde mental das mulheres

Cultura da produtividade prejudica a saúde mental das mulheres

 

A cultura da produtividade tem impactado cada vez mais a saúde mental das mulheres. Em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, especialistas discutem como a pressão para produzir constantemente, somada às responsabilidades familiares e domésticas, contribui para o aumento dos casos de estresse, ansiedade e burnout.

A matéria apresenta a história da jornalista Izabella Camargo, que recebeu diagnóstico de burnout após anos trabalhando sob intensa pressão. Sua experiência ilustra uma realidade vivida por muitas mulheres, que frequentemente acumulam diferentes jornadas e convivem com a sensação de que precisam dar conta de tudo ao mesmo tempo.

 

Mulheres enfrentam uma sobrecarga que vai além do trabalho

Segundo a reportagem, as mulheres representam a maioria dos afastamentos do trabalho relacionados a transtornos mentais no Brasil. Além das demandas profissionais, elas continuam assumindo uma parcela significativa das tarefas domésticas e dos cuidados familiares, o que aumenta o desgaste físico e emocional.

Esse cenário ajuda a explicar por que sentimentos como culpa, insuficiência e exaustão são tão comuns. Muitas mulheres sentem que, mesmo se esforçando ao máximo, nunca conseguem corresponder a todas as expectativas impostas pela sociedade.

Leia mais sobre o tema no blog: 

Saúde mental da mulher: por que elas são mais afetadas por depressão, ansiedade e burnout?

 

Pedro Pan alerta para os impactos da cultura da produtividade

Na reportagem, o psiquiatra Pedro Pan, membro do Instituto Ame Sua Mente, destaca que a cultura da produtividade afeta as mulheres de maneira particular. Segundo ele, o ambiente corporativo passou a valorizar a ideia de que é preciso estar sempre produzindo, sem espaço para pausas ou momentos de recuperação.

No entanto, essa lógica se torna ainda mais prejudicial quando se soma à realidade vivida por muitas mulheres. Como explica o especialista, além da sobrecarga profissional, elas continuam sendo, em grande parte dos lares, as principais responsáveis pelas tarefas domésticas e pelos cuidados com a família.

Para Pedro Pan, esse acúmulo de funções tem provocado um aumento significativo do sofrimento emocional, inclusive entre mulheres mais jovens. Segundo ele, muitas sentem que precisam se destacar profissionalmente enquanto continuam administrando todas as demais responsabilidades do cotidiano.

 

Redes sociais reforçam a pressão por desempenho

Outro ponto destacado por Pedro Pan é o impacto das redes sociais na saúde mental feminina. De acordo com o psiquiatra, essas plataformas ampliam a sensação de inadequação ao promover padrões de desempenho difíceis de alcançar.

Pedro Pan fala sobre cultura da produtividade

“Elas ampliaram o sofrimento das mulheres. É como se elas dissessem que não basta mais você ser muito boa no trabalho e em casa. Agora você também precisa correr dez quilômetros às 6h. Porque correr cinco é pouco”. 

 

A impressão de que é necessário ter sucesso no trabalho, manter uma rotina saudável, cuidar da família, cultivar relacionamentos e ainda corresponder a padrões estéticos cria uma pressão constante. Como resultado, muitas mulheres passam a acreditar que nunca estão fazendo o suficiente.

 

Repensar a cultura da produtividade é um desafio coletivo

A discussão apresentada pela Folha reforça que a cultura da produtividade não é apenas uma questão individual. Trata-se de um fenômeno social que afeta especialmente as mulheres, devido às desigualdades ainda presentes na divisão das responsabilidades domésticas e familiares.

Como destaca Pedro Pan, é fundamental ampliar o debate sobre saúde mental, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e divisão mais justa das tarefas de cuidado. Somente assim será possível reduzir a sobrecarga feminina e construir ambientes mais saudáveis, tanto dentro quanto fora do trabalho.

Leia a matéria completa.

 

Saúde mental no trabalho precisa ser pensada antes do adoecimento

Saúde mental no trabalho precisa ser pensada antes do adoecimento

Gustavo Estanislau fala sobre saúde mental no trabalho na TV Alesp

 

A atualização da NR-1, trouxe ainda mais atenção para a saúde mental no trabalho. Com isso, temas como burnout, ansiedade e assédio moral passaram a ocupar espaço crescente nas organizações e na sociedade. No entanto, para o psiquiatra e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Gustavo Estanislau, o principal desafio continua sendo investir em prevenção antes que o sofrimento se agrave.

Durante participação no programa da Revista Alesp, ele chama atenção para a diferença entre a forma como cuidamos da saúde física e da saúde emocional. Enquanto consultas médicas e exames preventivos fazem parte da rotina de muitas famílias, conversar sobre emoções continua sendo um tabu para grande parte da população.

 

Gustavo Estanislau fala sobre saúde mental no trabalho

“A gente fala muito pouco sobre emoção com as crianças. A gente fala muito pouco sobre emoções consideradas negativas, como tristeza e ansiedade. E a gente cresce sem ter um repertório de saúde emocional”.

 

 

O estigma ainda dificulta o cuidado com a saúde mental

Ao longo da entrevista, Gustavo observa que o preconceito  ainda cerca os transtornos mentais. O psiquiatra ressalta que transtornos como ansiedade e depressão possuem componentes biológicos importantes e não devem ser confundidos com falta de força de vontade ou fragilidade pessoal.

Ainda assim, a ideia de que o atendimento psiquiátrico é destinado apenas a casos graves persistiu por décadas. Consequentemente, muitas pessoas deixaram de buscar ajuda nos primeiros sinais de sofrimento emocional, adiando o acesso ao cuidado adequado.

Hoje, porém, o cenário começa a mudar. Cada vez mais famílias buscam orientação profissional diante dos primeiros problemas emocionais. Para Gustavo, essa mudança é fundamental, pois possibilita intervenções precoces e aumenta as chances de prevenção.

 

Como o estresse afeta o cérebro

De acordo com o especialista, o cérebro avalia constantemente o ambiente ao redor. Ao identificar situações de ameaça ou pressão, o organismo aumenta a produção de substâncias relacionadas ao estado de alerta, como adrenalina e cortisol.

Em situações pontuais, essa reação é natural e necessária. Entretanto, quando o estresse se prolonga, o corpo passa a funcionar como se estivesse permanentemente diante de um perigo.

Nesse contexto, começam a surgir sintomas como:

  • dificuldade de concentração;
  • falhas de memória;
  • irritabilidade;
  • cansaço constante;
  • alterações do sono;
  • dificuldade para relaxar;
  • mudanças no apetite.

Além disso, o excesso de estresse compromete o funcionamento de regiões cerebrais responsáveis pela regulação emocional.  Como resultado, a pessoa passa a reagir de forma mais intensa aos acontecimentos do dia a dia e encontra maior dificuldade para administrar suas emoções.

O especialista também alerta para a normalização do esgotamento. Em grandes centros urbanos, as pessoas passaram a acreditar que viver cansado faz parte da rotina e que descansar representa falta de produtividade.

“Uma das coisas mais graves é que as pessoas estão normalizando a ideia de que a gente tem que viver estressado. Mas existe uma diferença entre cansaço, exaustão e burnout”.

 

Leia também:

Burnout e afastamento por transtornos mentais: o que o recorde brasileiro revela

 

Assédio moral: importante fator de risco

As mudanças trazidas pela NR-1 reforçaram a necessidade de olhar para os riscos psicossociais no trabalho. Entre eles, o assédio moral se destaca por seus impactos sobre o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores.

Segundo Gustavo, situações marcadas por cobranças excessivas, humilhações e relações desiguais de poder podem gerar sofrimento emocional significativo. Como consequência, afetam a autoestima, aumentam o estado de alerta constante e favorecem o desenvolvimento de quadros de ansiedade, esgotamento emocional e burnout. Nesse cenário, promover ambientes mais seguros e respeitosos é uma das estratégias mais eficazes para proteger a saúde mental no trabalho.

Ao mesmo tempo, o especialista ressalta que a prevenção a prevenção começa ainda na infância. Para ele, crianças e adolescentes precisam crescer em ambientes onde possam falar sobre emoções, lidar com frustrações e compreender que a vulnerabilidade faz parte da experiência humana. Dessa forma, desenvolvem recursos emocionais que ajudam a enfrentar desafios, buscar apoio quando necessário e cuidar da própria saúde mental ao longo da vida.

Veja o programa completo.

Reportagem publicada dia 26 de maio de 2026.

Sobrecarga feminina: ajustar expectativas pode ser essencial para proteger a saúde mental

Sobrecarga feminina: ajustar expectativas pode ser essencial para proteger a saúde mental

 

 

A sobrecarga tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida de muitas mulheres. Entre trabalho, responsabilidades domésticas, cuidados com os filhos e outras demandas do cotidiano, a sensação de precisar dar conta de tudo pode gerar impactos significativos na saúde mental.

Em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, o psiquiatra e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Pedro Pan, alerta para os sinais de sobrecarga e destaca a importância de rever expectativas, reconhecer limites e buscar apoio. Caso contrário, esse cenário pode causar esgotamento emocional ou até favorecer o desenvolvimento de ansiedade, depressão.

 

Quando a sobrecarga afeta a saúde mental

De acordo com a matéria, um dos primeiros sinais de alerta costuma aparecer no sono. Mesmo após uma noite de descanso, muitas pessoas acordam cansadas. Isso acontece porque o organismo permanece em estado de alerta, dificultando o repouso reparador.

Além disso, sintomas como dificuldades de memória, lapsos de atenção, falta de energia e redução do autocuidado também podem indicar que a sobrecarga está ultrapassando os limites saudáveis. Quando ignorados, esses sinais podem comprometer a qualidade de vida e contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais.

Nesse contexto, compreender os fatores que alimentam esse ciclo é fundamental para promover mais equilíbrio e bem-estar emocional.

 

Leia o blog e entenda porque as mulheres são as mais afetadas por questões de saúde mental: 

Saúde mental da mulher: por que elas são mais afetadas por depressão, ansiedade e burnout?

A importância de abandonar a busca pela perfeição

Pedro Pan chama a atenção para um fator frequentemente associado à sobrecarga: a pressão para corresponder a modelos idealizados de desempenho. Segundo ele, é importante buscar referências mais realistas e compreender que a perfeição nem sempre é possível.

Pedro Pan fala sobre sobrecarga

“Busque exemplos não identificados com a lógica da idealização. Se você é, por exemplo, mãe, inspire-se em experiências de pessoas que entendem que nem sempre dá para seguir o que é colocado como perfeito.”

 

Outro ponto destacado pelo especialista é a importância de pedir ajuda, seja no ambiente de trabalho ou em casa. Quando isso não for possível, ele recomenda uma reflexão honesta sobre o que realmente é prioridade naquele momento.

Por fim, Pedro reforça que uma das principais formas de reduzir a sobrecarga é reconhecer que não existe obrigação de dar conta de tudo. Mais do que isso, ele lembra que, em muitos casos, simplesmente não é possível atender a todas as demandas impostas pela sociedade, pela família ou pela própria pessoa.

Leia a matéria completa.
Acesso restrito a assinantes.

Educação emocional começa nas conversas sobre sentimentos

Educação emocional começa nas conversas sobre sentimentos

A capacidade de reconhecer, compreender e expressar sentimentos é uma habilidade fundamental para o desenvolvimento infantil. No entanto, nem sempre as crianças encontram espaço para falar sobre o que sentem ou recebem apoio para identificar suas emoções. É justamente nesse contexto que a educação emocional ganha relevância ao contribuir para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais essenciais ao longo da vida.

Dados recentes mostram que esse diálogo ainda não faz parte da rotina de muitas famílias brasileiras. Por exemplo, um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizado por meio do International Early Learning and Child Well-being Study (IELS), investigou diferentes aspectos do desenvolvimento de crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola.

Entre os temas analisados, a pesquisa avaliou a frequência com que responsáveis conversam com as crianças sobre sentimentos. No Brasil, 56% das famílias afirmam ter esse tipo de conversa entre três e sete vezes por semana. Já a média mundial alcança 76%.

Os dados foram abordados em reportagem do Portal Lunetas, que ouviu Gustavo Estanislau, médico psiquiatra e especialista do Instituto Ame Sua Mente, para explicar a importância dessas conversas nos primeiros anos de vida.

 

Nomear emoções ajuda a desenvolver habilidades socioemocionais

Gustavo afirma que grande parte do aprendizado emocional acontece por meio das interações com os adultos. Quando pais, mães, cuidadores e educadores falam sobre seus próprios sentimentos e ajudam as crianças a identificar o que estão vivenciando, ampliam seu repertório emocional e favorecem a compreensão de si mesmas e das pessoas ao redor.

 

Gustavo Estanislau fala sobre educação emocional

“Ao falarmos sobre as nossas emoções, fazemos com que as crianças desenvolvam repertório e consigam identificar essas emoções em si mesmas e nos outros.”

 

 

De acordo com o especialista, esse processo contribui para o desenvolvimento da linguagem emocional e para a construção de formas mais saudáveis de lidar com as próprias experiências.

O papel dos adultos na educação emocional

Muitas crianças conseguem perceber sensações físicas e emocionais, mas ainda não possuem vocabulário suficiente para explicar o que estão vivendo. Por isso, a participação dos adultos é fundamental para ajudá-las a dar significado a essas experiências.

A reportagem destaca que a educação emocional acontece no cotidiano, por meio de conversas simples e momentos de escuta. Perguntar como a criança está se sentindo, validar suas emoções e compartilhar experiências pessoais são atitudes que contribuem para esse processo.

Além disso, à medida que aprendem a identificar sentimentos como tristeza, alegria, medo, frustração ou ansiedade, as crianças desenvolvem maior consciência emocional. Como resultado, tornam-se mais preparadas para lidar com desafios, construir relacionamentos saudáveis e pedir ajuda quando necessário.

Nesse sentido, a educação emocional não busca evitar emoções difíceis. Pelo contrário: ajuda a compreender que todas elas fazem parte da experiência humana e podem ser reconhecidas, acolhidas e expressas de maneira saudável.

 

Leia a reportagem completa.

Publicada em 18 de maio de 2026.

 

Leia também:

Desenvolvimento emocional: crianças saudáveis também sentem tristeza, raiva e medo

 

 

 

Jet lag social: quando a rotina bagunça o sono e impacta a saúde mental

Jet lag social: quando a rotina bagunça o sono e impacta a saúde mental

mulher sofre de jet lag social

 

O chamado jet lag social tem se tornado cada vez mais comum em uma sociedade marcada por excesso de tarefas, jornadas intensas e dificuldade para manter uma rotina equilibrada de sono. O termo descreve o desalinhamento entre o relógio biológico e os horários impostos pela vida social, como trabalho, estudos e compromissos do dia a dia.

Na prática, muita gente dorme pouco durante a semana e tenta compensar o cansaço no fim de semana. No entanto, especialistas alertam que essa estratégia não resolve totalmente o problema e ainda pode trazer impactos importantes para a saúde física e mental.

Em reportagem da Deutsche Welle, publicada no G1, o psiquiatra e especialista do Instituto Ame sua Mente, Gustavo Estanislau, explica como o jet lag também impacta a saúde mental e por que manter uma rotina regular de sono é essencial para o bem-estar.

Sono desregulado aumenta risco de ansiedade e estresse

Na matéria, Gustavo destaca que a privação de sono afeta diretamente a saúde mental e emocional. De acordo com o especialista, viver em um ritmo irregular faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta contínuo, aumentando o desgaste psicológico ao longo do tempo.

Gustavo Estanislau fala sobre jet lag social

“Do ponto de vista psiquiátrico, uma pessoa com jet lag social constante ao longo do tempo  tem muito mais predisposição a estados de estresse.”

Além disso, o psiquiatra ressalta que a falta de regularidade no sono também pode favorecer o surgimento de quadros de ansiedade e depressão. Isso acontece porque o cérebro precisa de previsibilidade para regular funções importantes relacionadas ao humor, à memória, à concentração e ao equilíbrio emocional.

O cérebro funciona melhor com rotina

Outro ponto destacado pelo psiquiatra é que o cérebro responde melhor quando existe constância nos horários de dormir e acordar. “O cérebro gosta de seguir padrões”, afirma Gustavo.  Portanto, criar hábitos pode melhorar significativamente a qualidade do sono e reduzir os impactos do jet lag social.

Além da regularidade, pequenas mudanças na rotina ajudam a proteger o relógio biológico. Entre elas estão a exposição à luz natural pela manhã, a redução do uso de telas à noite e a manutenção de horários mais consistentes ao longo da semana.

Dormir mais no fim de semana não resolve

A reportagem também reforça que dormir mais no sábado ou domingo não é suficiente para recuperar as horas perdidas de sono. Embora o descanso traga uma sensação momentânea de recuperação, o organismo não consegue “armazenar” sono. Por isso, especialistas recomendam priorizar uma rotina mais equilibrada durante toda a semana, evitando mudanças bruscas nos horários de dormir e acordar.

Leia a matéria completa.
Publicada em 17 de maio de 2026.

Desigualdade cognitiva: como o excesso de telas impacta o desenvolvimento infantil

Desigualdade cognitiva: como o excesso de telas impacta o desenvolvimento infantil

O debate sobre o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes ganhou um novo conceito: a desigualdade cognitiva. Mais do que discutir o tempo de exposição aos dispositivos, especialistas alertam para os impactos que essas experiências podem causar no desenvolvimento cerebral, emocional e social das novas gerações.

Durante participação no podcast Jabuticaba Sem Caroço, a psicóloga e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Ana Carolina D’Agostini, explica que o excesso de telas pode interferir diretamente em habilidades fundamentais da infância e adolescência, como atenção, linguagem, autorregulação emocional e interação social.

Impactos emocionais

De acordo com a especialista, já é possível perceber diferenças cognitivas importantes entre crianças mais expostas às telas e aquelas que mantêm uma rotina mais equilibrada. Esses impactos aparecem principalmente no ambiente escolar e nas relações sociais.

“A gente observa impactos cognitivos, emocionais e sociais nessas crianças e adolescentes. Há mais sinais de ansiedade, irritabilidade, impulsividade, dificuldade de autorregulação emocional e menos habilidades sociais, justamente porque muitas dessas trocas acontecem nas telas e não na vida real.”

Ana Carolina também destaca que o excesso de recompensas imediatas no ambiente digital pode levar crianças e adolescentes a desenvolverem menor tolerância à frustração. Além disso, o excesso de telas pode aumentar comportamentos impulsivos e prejudicar o sono.

Outro ponto importante envolve a dificuldade de concentração. Segundo a especialista, muitas crianças apresentam mais distração e menor capacidade de manter a atenção por longos períodos. Como resultado, isso interfere diretamente nas oportunidades de aprendizagem e no desenvolvimento emocional.

O excesso de estímulos digitais ainda pode afetar a forma como crianças e adolescentes lidam com emoções e relações sociais. Isso acontece porque grande parte das interações passa a ocorrer no ambiente virtual, e não nas experiências presenciais do cotidiano.

Como evitar a desigualdade cognitiva

Ao longo da entrevista, Ana Carolina reforça a importância de evitar discursos extremistas sobre tecnologia. Para ela, o principal problema vai além das telas e envolve, principalmente, a falta de mediação familiar e escolar.

A infância e adolescência são fases de intenso desenvolvimento cerebral. Por isso, toda experiência vivida nesse período influencia processos cognitivos, emocionais e comportamentais. Ou seja, os estímulos recebidos impactam a forma como crianças e adolescentes aprendem, se relacionam e lidam com as emoções.

Nesse contexto, surge o conceito de desigualdade cognitiva. Isso porque crianças e adolescentes expostos a diferentes estímulos e níveis de acompanhamento, desenvolvem competências emocionais, sociais e cognitivas de maneiras distintas.

Por isso, a especialista defende mais equilíbrio, acompanhamento familiar e mediação consciente do uso das telas. O objetivo não é demonizar a tecnologia, mas compreender como ela pode impactar o desenvolvimento humano quando utilizada sem limites ou orientação.

Ouça o episódio completo:

Contato com a natureza é estratégia de educação essencial para a saúde mental infantil

Contato com a natureza é estratégia de educação essencial para a saúde mental infantil

crianças correndo na natureza mostra como esse contato faz bem para saúde mental infantil

O contato com a natureza e a saúde mental infantil estão relacionadas, especialmente na primeira infância. Uma reportagem do Valor Econômico revela que 43,5% das escolas de educação infantil no Brasil não possuem área verde. Como resultado, muitas crianças deixam de vivenciar experiências fundamentais para o desenvolvimento.

Esse dado evidencia que o acesso a áreas verdes nas escolas brasileiras ainda é desigual, o que pode impactar o desenvolvimento emocional, social e cognitivo. Ao mesmo tempo, essa ausência tende a afetar de forma mais intensa alunos em contextos de maior vulnerabilidade, ampliando desigualdades já existentes.

Em entrevista ao jornal, Gustavo Estanislau, psiquiatra e especialista em saúde mental do Instituto Ame Sua Mente, destaca que essa relação vai além do bem-estar imediato. Isso porque, ao compreender o ambiente ao seu redor, a criança desenvolve um senso de controle mais consistente. Como consequência, há redução de inseguranças e fortalecimento da saúde mental. Esse processo também contribui para a formação de indivíduos mais conscientes e engajados com o meio ambiente.

Natureza e saúde mental infantil nas escolas brasileiras

A matéria ainda aponta que iniciativas como mini florestas e outros espaços naturais dentro das escolas já demonstram efeitos positivos. Nesses ambientes, as crianças tendem a se tornar mais calmas e pacientes. Elas também participam mais das atividades e desenvolvem maior conexão com o aprendizado. Assim, a integração entre natureza e educação favorece o desenvolvimento integral.

Gustavo Estanislau fala sobre natureza e saúde mental infantil“A criança que desenvolve o conhecimento ambiental tem em si a sensação de maior controle sobre as coisas que estão em volta dela e a tendência é que isso se reverta em aspectos positivos para a saúde mental delas e também para o meio ambiente no longo prazo.”

 

Benefícios da natureza para a saúde mental infantil ao longo da vida

A relação entre natureza e saúde mental infantil vai além dos primeiros anos de vida. Na prática, ela influencia toda a trajetória do indivíduo. Isto é, crescer com esse contato desenvolve tanto a regulação emocional, quanto a  capacidade de lidar com desafios. Além disso, o contato com a natureza estimula habilidades socioemocionais importantes, como empatia, curiosidade e cooperação.

Como promover o contato com a natureza nas escolas

Apesar das limitações estruturais, escolas podem adotar soluções simples e eficazes. Por exemplo, hortas, jardins, paredes verdes e pequenos espaços naturais já promovem impactos relevantes.

Paralelamente, políticas públicas podem ampliar o acesso a ambientes naturais, principalmente em regiões mais vulneráveis. Portanto, investir na integração entre natureza e saúde mental infantil se mostra uma estratégia importante para a educação e a saúde.

Leia a matéria completa
Publicada em 24 de março de 2026.

*Conteúdo restrito a assinantes.

Foco e concentração no trabalho: por que é tão difícil manter a atenção hoje

Foco e concentração no trabalho: por que é tão difícil manter a atenção hoje

Em matéria sobre produtividade no trabalho, foco e concentração para o Portal Viva, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista do Instituto Ame Sua Mente, analisa os desafios do cotidiano profissional.

Segundo ele, a sobrecarga de tarefas, o uso simultâneo de múltiplas telas e, sobretudo, a lógica da multitarefa vêm fragmentando a atenção e intensificando a exaustão mental. Atualmente, há um consenso  de que foco e concentração se tornaram recursos cada vez mais raros e, ao mesmo tempo, mais valiosos no mundo do trabalho.

O psiquiatra reforça que o ser humano não é multitarefa. Assim, quando o foco é constantemente interrompido, o tempo necessário para concluir atividades tende a aumentar, enquanto a eficiência diminui.
Além disso, Gustavo chama atenção para um efeito menos visível, mas igualmente relevante. “As pessoas não têm tempo para escutar o corpo”, diz.

A ausência de pausas adequadas, somada ao uso excessivo de estímulos digitais — inclusive nos momentos de descanso — contribui para crises de sono, cansaço persistente e maior dificuldade de concentração ao longo do dia.

Por isso, para preservar o foco, o psiquiatra destaca a importância das pausas. Ou seja, momentos de descanso que não envolvam atividades que continuem exigindo alto gasto de energia cerebral.

 

Técnicas de organização como aliadas do foco e concentração

Ao comentar sobre ferramentas de gestão do tempo, como a Técnica Pomodoro, Gustavo explica que esse tipo de método ajuda a organizar a atenção ao oferecer previsibilidade ao cérebro. Em outras palavras, quando sabemos que haverá períodos claros de foco e de descanso, torna-se mais fácil sustentar a concentração sem sobrecarga.

Como funciona a Técnica Pomodoro?

A Técnica Pomodoro é um método de organização do tempo que alterna períodos curtos de foco com pausas programadas. O objetivo, portanto, é manter a atenção elevada sem levar ao esgotamento mental.

Na prática, a sequência funciona assim:

  • trabalha-se com foco total por 25 minutos em uma única tarefa;

  • ao final desse período, faz-se uma pausa curta de 5 minutos;

  • em seguida, o ciclo se repete;

  • após três blocos de foco, realiza-se uma pausa maior de cerca de 15 minutos.

Assim, o padrão fica:  25 minutos de foco → 5 minutos de descanso → 25 minutos de foco → 5 minutos de descanso → 25 minutos de foco → 15 minutos de descanso.

Ciclo técnica pomodoro

As pausas são parte essencial do método. Afinal, elas permitem que o cérebro se recupere, ao mesmo tempo que reduzem o cansaço mental.

Além disso, o fracionamento do trabalho melhora a percepção do tempo. Isso porque favorece o gerenciamento das demandas, diminui a sensação de sobrecarga e contribui para manter o cérebro mais alerta ao longo do dia. Da mesma forma, saber que haverá uma pausa programada reduz a ansiedade e o risco de dispersão, além de facilitar o início das tarefas. 

Desse modo, o fato de técnicas de organização do tempo continuarem amplamente utilizadas demonstra sua eficácia — especialmente em contextos de excesso de demandas e dificuldade de priorização.

Por fim, Gustavo reforça que preservar foco e concentração não é apenas uma questão de produtividade, mas também de saúde mental.

Acesse a matéria completa.

Publicada em 30 de novembro de 2025.

Estresse no Trabalho: Como Identificar Sinais e Buscar Ajuda com Rodrigo Bressan

Estresse no Trabalho: Como Identificar Sinais e Buscar Ajuda com Rodrigo Bressan

Estresse no trabalho

 

O estresse crônico no trabalho é um desafio crescente e, quando não reconhecido a tempo, pode evoluir para condições graves, como a síndrome de burnout. Em entrevista à Globoplay, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente, analisa esse fenômeno e compartilhou orientações práticas para identificar sinais precoces de adoecimento emocional.

O alerta ganha ainda mais relevância no contexto da educação, já que professores estão entre os profissionais mais impactados pelo estresse no trabalho.

O primeiro passo para identificar sinais do estresse crônico no trabalho é observar mudanças no próprio comportamento. Conforme explica Bressan, a perda do prazer nas atividades profissionais costuma ser um indício importante. A isso se somam o aumento da irritabilidade e a sensação de que tarefas antes gerenciáveis passam a gerar sobrecarga constante. Quando esse cansaço emocional transborda e começa a afetar a vida familiar, o descanso e o lazer, o estresse no trabalho deixa de ser pontual e passa a exigir atenção.

O diálogo como estratégia de enfrentamento ao estresse no trabalho

Para lidar com esse cenário, Bressan recomenda conversar com pessoas de confiança, como familiares ou amigos próximos. Esse olhar externo ajuda a identificar mudanças de humor, comportamento e disposição que, muitas vezes, passam despercebidas por quem está vivenciando o estresse. Assim, a conversa pode se transformar no primeiro passo para reconhecer o problema e buscar ajuda especializado.

Além disso, a intervenção precoce é essencial para evitar que o estresse no trabalho se agrave. De acordo com o psiquiatra, identificar esses sinais iniciais permite agir antes do desenvolvimento de um adoecimento mais sério. Para isso, é possível buscar suporte em unidades básicas de saúde ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O papel das organizações na gestão do estresse no trabalho

Por fim, Bressan destaca que a responsabilidade pelo combate ao estresse no trabalho também é das instituições. Iniciativas de suporte, como programas de saúde mental, não só preservam o bem-estar dos profissionais, mas também são cruciais para a sustentabilidade das carreiras mais desgastantes. Dessa forma, cuidar da saúde mental no ambiente corporativo e educacional se torna um investimento necessário para o futuro.

Por fim, Bressan reforça que o enfrentamento do estresse no trabalho não é responsabilidade exclusiva do indivíduo. As organizações também precisam assumir esse compromisso. Programas de promoção da saúde mental, canais de escuta e políticas de apoio contribuem tanto para preservar o bem-estar dos profissionais como também para fortalecer carreiras mais desgastantes. Dessa forma, cuidar da saúde mental no ambiente de corporativo e educacional deixa de ser um custo e passa a ser um investimento.

Acesse a matéria completa clicando aqui. 

Publicada em 26 de novembro de 2025

Geração Z e Saúde Mental: Jovens em Busca de Equilíbrio em um Mundo Ansioso

Geração Z e Saúde Mental: Jovens em Busca de Equilíbrio em um Mundo Ansioso

Jovens

A Geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, enfrenta uma realidade marcada pela tecnologia e isolamento social. Nesse contexto, construir identidade e encontrar um lugar na sociedade se tornou mais difícil. Como consequência, a geração Z apresenta níveis inéditos de ansiedade e infelicidade.

Em matéria para a Revista Problemas Brasileiros, o psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame Sua Mente, analisa os desafios dessa juventude.

Jovens diante da ameaça constante

De acordo com Gustavo, os jovens convivem diariamente com mensagens negativas sobre o futuro. Crise climática, insegurança, escassez de empregos e o impacto da inteligência artificial aparecem com frequência nesse cenário. Como resultado, muitos adolescentes passam a viver em constante estado de alerta.

Diante disso, o jovem tende a se proteger. Assim, em vez de planejar, ele se esquiva do futuro e, no presente, tenta sobreviver emocionalmente. No fundo, o medo acaba paralisando. Por esse motivo, comportamentos comuns da geração Z costumam ser mal interpretados. O jovem que parece apático ou acomodado, muitas vezes, está sobrecarregado. Segundo o psiquiatra, não se trata de falta de interesse. Trata-se de fragilidade emocional diante de um cenário percebido como ameaçador.

Além disso, Gustavo alerta para outro risco importante. Jovens em sofrimento psíquico buscam pertencimento com mais urgência. Consequentemente, tornam-se mais vulneráveis a discursos extremos e grupos que oferecem respostas simples para problemas complexos. Em contrapartida, quando a saúde mental está mais preservada, o jovem desenvolve pensamento crítico e maior capacidade de se proteger dessas influências.

Jovens e o enfraquecimento do diálogo entre gerações

Outro ponto central destacado pelo especialista é o enfraquecimento do diálogo na sociedade. Atualmente, muitas pessoas evitam conversas genuínas. Nesse sentido, Gustavo defende que adultos dialoguem com os jovens sem rótulos ou preconceitos. Ideias como “preguiça”, “desinteresse” ou “aborrecência” apenas afastam e aprofundam o sofrimento.

Por fim, o psiquiatra reforça que a saúde mental da geração Z não é apenas uma questão individual. Trata-se de um desafio coletivo. Jovens ansiosos e deprimidos correm mais riscos e impactam a sociedade como um todo. Portanto, investir em escuta, acolhimento e promoção da saúde mental é essencial para fortalecer essa geração e ampliar suas possibilidades de futuro.

Acesse a matéria completa clicando aqui. 

Especialista do Instituto Ame Sua Mente Explica Sinais e Acolhimento em Casos de Automutilação na Adolescência

Especialista do Instituto Ame Sua Mente Explica Sinais e Acolhimento em Casos de Automutilação na Adolescência

automutilação

Os dados recentes revelam um cenário preocupante. As notificações de automutilação entre jovens de 10 a 24 anos cresceram 29% ao ano. De acordo com a psicóloga Ana Carolina D’Agostini, especialista do Instituto Ame Sua Mente, esse comportamento funciona frequentemente como um mecanismo para lidar com uma dor emocional intensa e difícil de expressar.

A identificação da autolesão não se resume a um único comportamento. Pelo contrário, ela exige cuidado tanto a sinais físicos quanto comportamentais.

 

Antes de tudo, é importante observar mudanças no cotidiano do estudante. Nesse sentido, quedas repentinas no rendimento escolar, postura mais apática em sala de aula e redução da participação nas atividades podem indicar sofrimento emocional. Da mesma forma, alterações no convívio social merecem um olhar atento. Isolamento nos intervalos, afastamento de colegas e recusa em participar de aulas de educação física — sobretudo quando antes eram atividades prazeirosas — funcionam como sinais de alerta.

Ana Carolina ainda chama atenção para os sinais físicos, que muitas vezes passam despercebidos. Cortes, queimaduras, arranhões, retirada de crostas ou comportamentos como arrancar cabelos e pelos do corpo podem indicar automutilação. Frequentemente, esses machucados são escondidos por roupas de manga comprida ou acessórios, inclusive em dias quentes. Portanto, a observação cuidadosa e contínua faz diferença.

 

A Abordagem Adequada de Acolhimento

A resposta inicial define o processo de cuidado. A especialista enfatiza que o ato de se lesionar representa, acima de tudo, um pedido de ajuda. Por isso, a abordagem deve priorizar a escuta ativa e criar um espaço seguro. Nesse contexto, validar o sofrimento do jovem é o primeiro passo para interromper o ciclo destrutivo.

Além disso, Ana Carolina reforça um aspecto essencial: não rotular o adolescente. Profissionais devem registrar os sinais de forma objetiva, descrevendo apenas o que observam, sem interpretações ou julgamentos. No ambiente escolar, isso exige protocolos claros, que orientem encaminhamentos adequados para a rede de saúde mental. Da mesma forma, é fundamental garantir a presença de um adulto de referência e informar a gestão escolar desde o início, considerando suas responsabilidades institucionais.

 

Estratégias Efetivas de Prevenção da automutilação em jovens

A família, por sua vez, precisa ser envolvida. No entanto, sempre que possível, o adolescente deve participar desse processo, pois isso ajuda a preservar o vínculo e fortalece a confiança. Paralelamente, é essencial articular a rede de cuidado, como unidades de saúde, CAPS e outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial.

Por fim, Ana Carolina ressalta que a prevenção se constrói a partir da inserção da saúde mental na rotina escolar, com programas de arte, esporte, escuta ativa e rodas de conversa. Nesse sentido, abordagens estruturadas de aprendizagem socioemocional contribuem para o desenvolvimento da resiliência emocional e ampliam repertórios saudáveis para lidar com o sofrimento.

Acesse a matéria completa clicando no link. 

 

Saúde Mental no Ambiente Corporativo

Saúde Mental no Ambiente Corporativo

Saúde Mental no Ambiente CorporativoEm sua participação no episódio #10 do Podcast Voz e Visão, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista do Instituto Ame Sua Mente, apresenta os principais desafios e estratégias para promover a saúde mental no ambiente corporativo. Ao longo da conversa, ele trouxe insights relevantes tanto para empresas, bem como os profissionais, destacando como o cuidado emocional impacta diretamente produtividade, engajamento e bem-estar.

Logo no início, Estanislau alerta para os perigos de uma cultura que glorifica o trabalho excessivo. Quando o desempenho é encarado como prova de heroísmo, o autocuidado perde espaço. “No ambiente corporativo, a pressão por resultados pode criar uma imagem de super-herói que leva à negligência do autocuidado”, explica o psiquiatra.

Assim, o comportamento aparentemente admirável — trabalhar demais e nunca descansar — se transforma em fonte de adoecimento psíquico. Além disso, essa dinâmica aumenta a sobrecarga, eleva o estresse e normaliza um ritmo insustentável, prejudicando equipes inteiras.


Estratégias para melhorar a saúde mental no ambiente corporativo

O pesquisador também defende o uso da alfabetização emocional como ferramenta estratégica para empresas. “Empresas que investem em capacitação sobre processos básicos de estresse e ansiedade colhem benefícios diretos na produtividade e no clima organizacional”, destaca.

Em outras palavras, compreender emoções é uma habilidade corporativa, não apenas um cuidado individual. Desse modo, investir em saúde mental deixa de ser custo e se torna vantagem competitiva direta no mercado.

Pilares da saúde mental no ambiente corporativo

Outro ponto importante é a qualidade do sono. Segundo Estanislau, o sono funciona como um pilar essencial da saúde mental e da performance. Profissionais que dormem bem tomam decisões melhores, lidam com pressões diárias de forma mais equilibrada e mantêm maior clareza diante de conflitos e demandas. Portanto, promover rotinas saudáveis e limites de jornada não é apenas humanização, mas gestão inteligente.

Por fim, o psiquiatra explica a relação entre cortisol e adoecimento emocional. “Recomendo que empresas ensinem técnicas para reduzir a produção desnecessária de cortisol durante a jornada”, afirma.

Nesse sentido, práticas de relaxamento, pausas programadas, ambientes ergonomicamente adequados e comunicação clara atuam como medidas preventivas. Assim, a empresa cuida da saúde mental dos colaboradores e fortalece o próprio desempenho organizacional.

Para entender melhor como essa gestão da Saúde Mental funciona, assista ao episódio completo, clicando no link!

Publicado em 17 de outubro de 2025.

A Importância de Cuidar Antes de Adoecer na Saúde Mental

A Importância de Cuidar Antes de Adoecer na Saúde Mental

A Importância de Cuidar Antes de Adoecer na Saúde Mental

 

 

Cuidar antes de adoecer. Essa é a abordagem defendida pelo psiquiatra  Rodrigo Bressan, presidente-fundador do Instituto Ame Sua Mente. “Quando se cuida antes, reduz-se o sofrimento e evita-se o adoecimento”, diz Bressan.

A matéria publicada no Estadão, pela colunista Alice Ferraz, apresenta Bressan como uma das principais referências brasileiras em prevenção de transtornos mentais.

Logo no início, o texto destaca que essa abordagem representa uma mudança significativa na lógica tradicional da saúde mental, que costuma atuar apenas quando o sofrimento já está instalado. Ao contrário disso, Bressan propõe intervenção precoce, uma vez que cerca de 75% dos transtornos mentais começam antes dos 24 anos e 50% antes dos 14 anos. Por esse motivo, o ambiente escolar torna-se estratégico para promover cuidado, acolhimento e desenvolvimento emocional.

Além disso, a matéria explica que essa visão orienta o trabalho do Instituto Ame Sua Mente, que, por meio de formações e materiais educativos, capacita professores da rede pública de ensino. Esse curso tanto ajuda os educadores a cuidarem da própria saúde mental como auxilia no trabalho para ampliar o vocabulário emocional de crianças e adolescentes. Assim, jovens passam a reconhecer, nomear e comunicar o que sentem, favorecendo a prevenção e reduzindo a intensificação do sofrimento psíquico.

Cuidar antes de adoecer na era digital

A matéria também aborda o impacto das redes sociais e da inteligência artificial na construção da identidade dos jovens. Bressan, que atua como consultor da Meta, afirma que a questão não é rejeitar a tecnologia, mas sim aprender a usá-la de maneira emocionalmente segura. Segundo ele, é essencial ensinar crianças e adolescentes a lidar com frustrações, tristezas e comparações, especialmente em um contexto em que a autoimagem se forma muito em relação ao olhar do outro.

A implementação prática mostra resultados promissores em diversos ambientes. Escolas que adotam esta abordagem relatam melhoria no clima educacional e redução de problemas emocionais entre estudantes. Empresas que incorporam o conceito de cuidar antes de adoecer observam aumento na produtividade e melhoria na qualidade de vida no trabalho.

A prática consolida-se assim como a estratégia mais eficaz e economicamente viável para promover saúde mental em larga escala. Ou seja, a prevenção é não apenas mais eficaz, como também mais humana e sustentável.

Setembro Amarelo e Saúde Mental: por que falar sobre o cuidado masculino é urgente

Setembro Amarelo e Saúde Mental: por que falar sobre o cuidado masculino é urgente

Setembro Amarelo e Saúde Mental: por que falar sobre o cuidado masculino é urgente

O Setembro Amarelo é um mês de conscientização dedicado à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
Mais do que uma campanha simbólica, é um chamado à ação. Seu objetivo é fortalecer o diálogo sobre saúde mental em todas as fases da vida — especialmente entre os homens.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2019, quase 80% das mortes por suicídio no Brasil ocorreram entre homens. A taxa é cerca de quatro vezes maior do que a registrada entre as mulheres. Por isso, é urgente falar sobre Setembro Amarelo e saúde mental masculina. Para avançar nesse tema, é preciso reconhecer os fatores sociais, culturais e emocionais que ainda dificultam a busca por ajuda.

Em entrevista ao portal Terra, o psiquiatra infantojuvenil e especialista do Instituto Ame Sua Mente, Dr. Gustavo Estanislau, destacou um ponto importante. Segundo ele, muitos homens ainda associam saúde mental à fraqueza ou “frescura”.

“Vivemos em uma cultura que associa saúde mental à fragilidade de caráter. Muitos homens não se sentem à vontade para admitir que não estão bem”, explica o especialista.

Além disso, expressões como “homem não chora” ou “engole o choro” reforçam uma ideia equivocada de força. Como resultado, essa pressão social faz com que a maioria dos homens ignore sinais de sofrimento e procure ajuda apenas quando o quadro já está agravado — o que, por sua vez, aumenta os riscos e dificulta o tratamento.

A importância da educação emocional desde a infância

Segundo o psiquiatra, a prevenção deve começar cedo. “Precisamos criar espaços onde meninos possam falar sobre emoções — tristeza, raiva, medo, alegria. Quando aprendem a reconhecer o que sentem, tornam-se adultos mais abertos ao diálogo e ao cuidado”, diz.

Nesse sentido, promover rodas de conversa e educação socioemocional é uma forma de construir uma cultura de confiança e acolhimento, essencial para a promoção da saúde mental.

Durante o Setembro Amarelo, campanhas e instituições como o Instituto Ame Sua Mente reforçam uma mensagem fundamental: cuidar da mente é um ato de coragem.

Afinal, falar sobre saúde mental e procurar ajuda não é sinal de fraqueza — pelo contrário, é o primeiro passo para valorizar a vida e romper o silêncio que ainda cerca tantos homens.

💛 Quer saber mais sobre Setembro Amarelo e Saúde Mental?

Então, acesse o blog do Instituto Ame Sua Mente e descubra conteúdos, dicas e ações que inspiram o cuidado com a mente todos os dias.

Acesse a matéria completa acessando o link!

Publicado em 25 de setembro de 2025.

Saúde mental periférica: o impacto da desigualdade e da violência no bem-estar psicológico

Saúde mental periférica: o impacto da desigualdade e da violência no bem-estar psicológico

saúde mental periférica

A pandemia da COVID-19 ampliou o debate sobre a saúde mental periférica e os desafios de diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais no Brasil. De acordo com estudos da UERJ e da UFRGS, houve aumento de 90% nos casos de depressão e 80% de ansiedade entre os brasileiros após 2020. Esses números escancaram a urgência do tema e evidenciam o impacto direto da desigualdade na saúde emocional da população.

Nesse contexto, o pesquisador Marcelo Batista Nery, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP) e coordenador do Centro Colaborador da OPAS/OMS, destaca que o crescimento desses transtornos está ligado não apenas à maior visibilidade e conscientização, mas também às condições sociais e econômicas da população.

Por exemplo, violência urbana, pressões financeiras e desigualdade de acesso a serviços básicos estão entre os principais fatores que comprometem a saúde mental periférica. Como consequência, o cotidiano nas regiões vulnerabilizadas torna-se ainda mais desafiador e emocionalmente desgastante.

Além disso, pesquisas do Brazilian High-Risk Cohort Study (BHRC) apontam que experiências de ameaça — como violência, bullying e abuso — estão fortemente associadas ao surgimento de sintomas psiquiátricos.
Em paralelo, privações materiais também afetam funções cognitivas como atenção, memória e aprendizado, prejudicando o desempenho escolar e profissional.

Por outro lado, moradores de periferias vivem sob exposição constante a esses riscos, acumulando múltiplos fatores de vulnerabilidade. Entre eles, estão a pobreza, o estigma social, a dificuldade de acesso a serviços básicos e a alta incidência de adversidades desde a infância. Essas condições, somadas, intensificam o sofrimento psíquico e tornam a saúde mental periférica uma questão estrutural — que exige, portanto, políticas públicas específicas, permanentes e efetivas.

Crianças e adolescentes: os mais afetados pela exposição à violência

Entre os grupos mais impactados estão crianças e adolescentes, que convivem com a violência de forma precoce. Segundo o BHRC, uma em cada cinco crianças brasileiras apresenta algum transtorno mental — e a exposição à violência amplia significativamente esse risco.

As diferenças de gênero também merecem atenção. Meninas tendem a desenvolver sintomas internalizantes, como ansiedade e depressão. Meninos, por outro lado, manifestam sintomas externalizantes, como agressividade e impulsividade.

Saúde mental periférica: acolhimento e o papel dos serviços públicos

A rede pública tem papel essencial na promoção do cuidado. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS), oferecem atendimento gratuito e comunitário. Entre 2013 e 2023, o número de unidades cresceu 42,7%, o que representa um avanço importante.

Apesar do avanço, ainda há desafios significativos: escassez de profissionais, sobrecarga e precarização das condições de trabalho — agravadas pela própria violência urbana que atinge as equipes de saúde.

O psiquiatra Pedro Mario Pan, professor da Unifesp e especialista do Instituto Ame Sua Mente, ressalta que o acolhimento começa com o reconhecimento do sofrimento. Segundo ele, a escuta ativa e sem julgamentos é o primeiro passo para construir uma cultura de cuidado. Para isso, é essencial criar espaços de diálogo e aproximar o serviço público das comunidades.

Saúde mental periférica e políticas públicas: o desafio da equidade

Para Patrícia Marcelino, gestora de projetos do Instituto Cactus, superar as desigualdades em saúde mental requer políticas públicas de longo prazo. Isso porque,  a ausência de políticas consistentes perpetua a exclusão social e aprofunda o adoecimento mental.

A desigualdade social e a violência urbana não afetam apenas o corpo. Elas também deixam marcas profundas na mente. Assim, promover a saúde mental periférica significa garantir que todos, independentemente de onde vivam, tenham direito à escuta, ao cuidado e à esperança.

Fortalecer a rede pública, capacitar profissionais e estimular o diálogo comunitário são passos fundamentais. Somente assim o cuidado pode se tornar uma realidade acessível, contínua e transformadora.

Acesse a matéria completa acessando o link!

Bullying e cyberbullying: sinais, prevenção e apoio com foco em saúde mental

Bullying e cyberbullying: sinais, prevenção e apoio com foco em saúde mental

Bullying e cyberbullying: sinais, prevenção e apoio com foco em saúde mentalO episódio do podcast Replago contou com a participação da psicóloga e pedagoga Ana Carolina D’Agostini, especialista em saúde mental do Instituto Ame Sua Mente, para discutir um tema urgente: bullying e cyberbullying.

Entendendo o que é Bullying e cyberbullying

De maneira geral, bullying é uma forma de intimidação intencional, repetida e com desequilíbrio de poder.
Ele pode ser físico (agressões, empurrões) ou psicológico (humilhações, apelidos pejorativos, perseguição, exclusão).

Já o cyberbullying amplia o problema para o ambiente digital.  Por isso, ele alcança plateias maiores, pode ocorrer em qualquer momento, e frequentemente envolve anonimato. Além disso, deixa rastros que reativam a dor e dificultam o esquecimento.

Nesse cenário, é fundamental ficar atento a mudanças de comportamento e de rotina de crianças e adolescentes. Alguns sinais comuns incluem: recusa em ir à escola, queixas somáticas (como dores de cabeça ou abdominais) sem causa médica aparente, queda no rendimento, isolamento em atividades de grupo e quietude incomum ou irritabilidade.  Observar esses sinais, portanto, é o primeiro passo para prevenir o agravamento do sofrimento emocional.

Bullying e cyberbullying: como acolher?

Acolher é diferente de resolver pelo outro. A principal recomendação é a escuta genuína. Evite minimizar (“isso é brincadeira”) e também evite agir por impulso (“vou agora ligar para a escola”). Afinal, atitudes precipitadas podem reforçar a sensação de impotência.

Em situações de bullying e cyberbullying, combine com a criança ou o adolescente quais passos seguir. Assim, ela mantém o protagonismo e, ao mesmo tempo, entende que há adultos confiáveis por perto.

No caso específico do cyberbullying, registre evidências (prints, links, datas) e ajuste as configurações de privacidade. Em seguida, bloqueie e denuncie os conteúdos nas plataformas. Combine também com a criança ou o adolescente passos concretos: não reagir no calor do momento, evitar provocações e procurar um adulto de confiança. Por fim, se necessário, acione a escola.

Além do alvo e do autor, existe a plateia — quem presencia, compartilha ou silencia. Fortalecer os espectadores é uma estratégia-chave. Isso porque, ensinar quando e como pedir ajuda (a monitores, professores, coordenação ou responsáveis) transforma o ambiente escolar.

Quando procurar ajuda especializada

Agora, se os sinais persistirem, se houver sofrimento intenso ou risco real (como ideação suicida, automutilação ou retraimento severo), é hora de procurar ajuda. O atendimento psicológico — e, quando indicado, psiquiátrico — favorece a recuperação e fortalece as habilidades socioemocionais.

Vale lembrar: o comportamento agressor também pode ser um pedido de ajuda. Muitas vezes, ele reflete dores não elaboradas, contextos de violência ou busca por validação. Por isso, trabalhar com o autor é parte da solução. Neste sentido, a responsabilização, a reparação e o desenvolvimento de empatia são fundamentais. Punir sem restaurar, ao contrário, tende a deslocar o problema — não a resolvê-lo.

Estresse e saúde mental: o impacto no cotidiano dos educadores

Estresse e saúde mental: o impacto no cotidiano dos educadores

Estresse e saúde mental: o impacto no cotidiano dos educadores

O ritmo acelerado das rotinas escolares tem colocado o tema estresse e saúde mental no centro das discussões sobre o bem-estar docente. Gustavo Estanislau — psiquiatra infanto-juvenil e especialista em saúde mental do Instituto Ame Sua Mente — tem acompanhado de perto os desafios que educadores enfrentam para equilibrar demandas profissionais e autocuidado.

Nesse contexto, compreender como o estresse se manifesta no cotidiano escolar ajuda a dimensionar seus impactos sobre a saúde mental dos professores. Além disso, esse processo possibilita a busca por soluções mais sustentáveis para o bem-estar da equipe.

Quando o estresse e a saúde mental se encontram na sala de aula

Segundo o especialista, o estresse é uma das manifestações mais comuns entre docentes, seguido por ansiedade e episódios depressivos. “O estresse gera tensão muscular e um funcionamento emocional à flor da pele; a ansiedade leva à antecipação constante de preocupações, e, quando isso se prolonga, surgem desmotivação e desconexão com o trabalho”, explica Estanislau.

Desta forma, muitos educadores chegam ao consultório com queixas de cansaço extremo e sensação de sobrecarga — sintomas que, se não tratados, podem evoluir para síndromes como o pânico.

Para compreender a relação entre estresse e saúde mental, antes de tudo, é fundamental observar a estrutura das escolas e a forma como o tempo é gerido. Com frequência, intervalos curtos, falta de pausas reais e ambientes barulhentos elevam o nível de tensão. Nesse sentido, pequenas mudanças podem fazer uma diferença. Reservar espaços silenciosos e horários protegidos para descanso e alimentação é um bom começo.

Além disso, o psiquiatra alerta para a importância das relações interpessoais. Em muitos casos, quando as famílias deslegitimam o trabalho docente, surge uma sensação de desamparo. Por isso, criar espaços de fala mediados e seguros — com profissionais preparados e regras de respeito — é essencial para que o diálogo fortaleça o vínculo e não amplifique o sofrimento.

Estresse, saúde mental e cultura de cuidado

Estanislau ainda ressalta que formar equipes em temas de saúde mental é um passo estratégico para identificar sinais precoces de sofrimento. “Quando a equipe entende o básico sobre transtornos mentais, passa a reconhecer mudanças de comportamento e sobrecarga também entre colegas”, afirma.

Dessa forma, programas de formação contínua, protocolos de acolhimento e campanhas permanentes de autocuidado ajudam a consolidar uma cultura que valoriza o equilíbrio emocional. Ao mesmo tempo, essas iniciativas reforçam o sentimento de pertencimento e colaboração dentro da escola.

A valorização profissional e a autonomia didática são fatores que preservam o sentido do trabalho e reduzem o estresse. Assim, gestos simples de reconhecimento e liberdade para planejar aulas fortalecem a motivação e o bem-estar. “Quando a escola protege o tempo dos educadores e oferece condições reais de trabalho, ela não apenas previne adoecimento, mas também afirma que ensinar é uma tarefa socialmente valiosa”, conclui.

Acesse a matéria completa acessando o link!

Adolescentes e aparência: Gustavo Estanislau analisa os impactos do culto ao corpo entre jovens

Adolescentes e aparência: Gustavo Estanislau analisa os impactos do culto ao corpo entre jovens

Adolescentes e aparênciaA relação entre adolescentes e aparência nunca esteve tão intensa e, em muitos casos, perigosa. Isso acontece porque a pressão por um padrão de beleza, potencializada pelas redes sociais, pela indústria da estética e pelos suplementos alimentares, tem levado jovens a desenvolver comportamentos obsessivos. Como consequência, sua saúde mental e física acaba sendo diretamente afetada. Em entrevista à Revista Gama, o psiquiatra Gustavo Estanislau, especialista em adolescentes e integrante do Instituto Ame sua Mente, analisou os impactos desse cenário.

Segundo Estanislau, a puberdade é um período de rápidas transformações corporais que pode gerar estranhamento e ansiedade. Diante dessas mudanças, muitos jovens tentam exercer maior controle sobre o corpo, buscando se enquadrar em padrões de beleza como magreza extrema, músculos definidos ou uso excessivo de maquiagem. Nesse contexto, explica, “os adolescentes buscam controlar as transformações do corpo, e entrar em um padrão parece um caminho. A partir daí começam as obsessões”.

Adolescentes e aparência: do suplemento à autoestima

Além disso, a relação entre adolescentes e aparência também se manifesta no uso de substâncias e em práticas de risco. Entre meninos, por exemplo, é comum o consumo precoce de suplementos como whey protein ou energéticos usados como pré-treino. Esses produtos podem causar efeitos colaterais, como acne, crises de ansiedade e desequilíbrios físicos. Já entre meninas, a busca pela magreza costuma ser intensificada pelo uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento.

Estanislau alerta ainda para o impacto emocional desse hiperfoco. Quando a preocupação com o corpo se torna excessiva, pode gerar baixa autoestima, distorção da autoimagem e isolamento social. Ao mesmo tempo, o desejo de aceitação em grupos de pares reforça a pressão para seguir padrões irreais. Dessa forma, a aparência passa a ocupar um lugar central na identidade dos jovens.

Para o especialista, compreender a complexa relação entre adolescentes e aparência exige diálogo, acolhimento e informação. Nesse sentido, pais e educadores devem estar atentos a sinais de sofrimento emocional, como mudanças bruscas de comportamento, obsessões alimentares e uso de substâncias sem orientação. Mais do que impor regras, é essencial construir um espaço de conversa verdadeira. Afinal, todos já passaram por desafios semelhantes na juventude.

O alerta de Gustavo Estanislau reforça, portanto, a importância de olhar para a saúde mental de adolescentes em meio a pressões sociais cada vez mais intensas. Afinal, compreender a relação entre adolescentes e aparência representa um passo fundamental para prevenir transtornos, promover bem-estar e fortalecer uma geração mais saudável.

Redes Sociais e Adultização: Alerta sobre Exploração Infantil

Redes Sociais e Adultização: Alerta sobre Exploração Infantil

Redes Sociais e Adultização

 

 

O deputado federal Reimont (PT-RJ) acionou a Procuradoria-Geral da República pedindo investigação urgente contra o influenciador Hytalo Santos, acusado de exploração sexual infantil e adultização de menores nas redes sociais. O caso veio à tona através de um vídeo do youtuber Felca que viralizou, expondo conteúdos sexualizados com adolescentes.

A psicóloga Ana Carolina D’Agostini, do Instituto Ame Sua Mente, alerta que a internet tornou-se um ambiente de riscos ocultos. “Os perigos vão além de conteúdos explicitamente abusivos, escondendo-se em interações aparentemente normais e em algoritmos que reforçam padrões nocivos”, explica a especialista.

O caso envolve uma adolescente que começou a participar dos vídeos aos 12 anos, sendo gradualmente exposta em situações de dança sugestiva e conteúdo adulto. A psicóloga ressalta que a proteção infantil exige medidas urgentes: “É preciso legislação eficaz, monitoramento constante e diálogo aberto entre famílias, escolas e plataformas digitais”.

As investigações do Ministério Público da Paraíba e do Ministério Público do Trabalho já estão em andamento, analisando possíveis violações do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Acesse a matéria completa acessando o link!

Adultização na Internet: Um Alerta sobre a Exploração Digital de Crianças e Adolescentes

Adultização na Internet: Um Alerta sobre a Exploração Digital de Crianças e Adolescentes

adultização na internet

O fenômeno da adultização precoce de crianças e adolescentes na internet ganhou destaque nacional. Isso ocorreu após o youtuber Felca denunciar o caso do influenciador Hytalo Santos.

O vídeo, que ultrapassou 26 milhões de visualizações em poucos dias, expôs práticas preocupantes de conteúdo adultizado.  Como exemplo podemos citar a participação de menores em reality shows com temáticas adultas, além da exposição dessas crianças e adolescentes a danças sugestivas e situações de erotização precoce.

Segundo a psicóloga Ana Carolina D’Agostini, especialista em saúde mental do Instituto Ame Sua Mente, a internet pode se transformar em um território de riscos invisíveis. Isso porque os perigos nem sempre aparecem em conteúdos explicitamente abusivos, mas também se escondem em interações aparentemente inofensivas.

De acordo com a especialista, crianças expostas sem proteção adequada tornam-se especialmente vulneráveis a abordagens manipuladoras, exploração sexual digital e pressões sociais para corresponder a padrões adultos antes do tempo. Além disso, os algoritmos das redes sociais frequentemente reforçam esses padrões nocivos. Assim, acabam criando um ciclo contínuo de exposição e vulnerabilidade.

Enquanto isso, o Ministério Público da Paraíba e o Ministério Público do Trabalho já iniciaram investigações sobre possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Embora o influenciador alegue ter o consentimento das mães dos adolescentes envolvidos, as autoridades questionam se essa autorização é realmente válida quando o conteúdo pode gerar danos psicológicos e sociais.

Adultização na internet X proteção da infância 

Para Ana Carolina D’Agostini, é urgente adotar medidas de proteção coletiva. Isso inclui leis mais específicas e eficazes, além do monitoramento constante das plataformas. Também é essencial garantir controles rigorosos de privacidade.

Além disso, é fundamental promover o diálogo. Famílias, educadores e empresas de tecnologia precisam atuar juntas para proteger crianças e adolescentes. “Proteger a infância é um dever compartilhado. O silêncio diante dos crimes virtuais jamais pode ser uma opção”, reforça a psicóloga.

Dessa forma, o caso ultrapassou as redes e chegou ao Congresso Nacional. O presidente da Câmara dos Deputados se comprometeu a pautar o tema, o que evidencia a urgência de uma regulamentação mais rigorosa.

Somente com políticas claras e ação conjunta será possível tornar o ambiente digital realmente seguro. Assim, poderemos garantir que ele seja um espaço de crescimento, aprendizado e proteção para as novas gerações.

Acesse a matéria completa acessando o link!

Projeto Ame sua Mente na Escola fortalece saúde mental de educadores

Projeto Ame sua Mente na Escola fortalece saúde mental de educadores

Projeto Ame sua Mente na Escola

Em reportagem recente, a CNN apresentou o Projeto Projeto Ame sua Mente na Escola como exemplo de inovação no cuidado com a saúde mental. A iniciativa resulta da união entre o Instituto Ame sua Mente e o Centro Paula Souza (CPS).

O curso oferece uma formação inédita para professores, gestores escolares e servidores das Etecs e Fatecs. O objetivo é claro: promover um olhar mais humano e acolhedor diante dos desafios da sala de aula.

A saúde mental de educadores é, sem dúvida, um tema urgente. De acordo com pesquisas recentes, mais de 20% dos professores brasileiros avaliam sua saúde mental como ruim ou muito ruim. Esse cenário se explica, sobretudo, pela sobrecarga de trabalho, pela falta de reconhecimento e, ainda, pelas pressões diárias do ambiente escolar.

Neste contexto, o Ame sua Mente na Escola surge como resposta a essa realidade. O curso, on-line, tem 36 horas de duração e se divide em oito módulos. Entre os temas abordados estão os transtornos de ansiedade, TDAH, protocolos de encaminhamento e estratégias de autocuidado. Além disso, a formação inclui dois encontros ao vivo. Nessas sessões, o psiquiatra e neurocientista Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame sua Mente, aprofunda temas essenciais para o bem-estar dos profissionais da educação.

Segundo Cristiane Alves de Freitas Teixeira, superintendente de Inclusão e Acessibilidade do CPS, o projeto tem como propósito orientar educadores para lidar com questões de saúde mental no ambiente escolar. Assim, é possível evitar agravamentos, fortalecer a rede de apoio e criar uma comunidade mais engajada, empática e preparada.

Curso sobre saúde mental fortalece educadores em iniciativa gratuita

Curso sobre saúde mental fortalece educadores em iniciativa gratuita

curso sobre saúde mentalO curso sobre saúde mental promovido pelo Centro Paula Souza (CPS), em parceria com o Instituto Ame sua Mente, encerrou recentemente suas inscrições, mas já se consolidou como uma iniciativa fundamental para apoiar educadores e gestores da rede pública.

O Ame sua Mente na Escolaé uma formação gratuita voltada a professores, gestores escolares e servidores das Etecs e Fatecs do estado de São Paulo. O programa oferece conteúdos atualizados sobre saúde mental e bem-estar no ambiente escolar.

O curso sobre saúde mental tem 36 horas de carga horária e se organiza em oito módulos online. Os participantes estudam temas como transtornos de ansiedade, TDAH, protocolos de encaminhamento e estratégias de autocuidado. Além disso, o formato digital amplia a participação e reforça o compromisso com a inclusão e a acessibilidade no processo de formação continuada.

Além do conteúdo programática, a iniciativa também oferece dois encontros ao vivo. O psiquiatra e neurocientista Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame sua Mente, conduzirá as atividades. Esses momentos enriquecem a experiência, estimulam reflexões práticas sobre os desafios da sala de aula e destacam o impacto da saúde mental no desenvolvimento dos estudantes.

 

Cursos de Saúde mental para transformar a cultura escolar

Segundo especialistas, investir em cursos para educadores transforma a cultura escolar. Dessa forma, a escola se torna mais humana, acolhedora e preparada para lidar com situações complexas. O encerramento das inscrições não reduz a relevância da ação. Pelo contrário, destaca a necessidade de novas edições e amplia o debate sobre a saúde emocional no contexto educacional.

O curso do CPS e do Instituto Ame sua Mente marca um passo importante e já se consolida como uma iniciativa essencial para apoiar educadores e gestores da rede pública. Isso porque, ele valoriza os profissionais, fortalece a rede escolar e impacta de forma positiva toda a comunidade. Além disso, contribui para criar um ambiente de aprendizagem mais saudável e sustentável.

Ame sua Mente na Escola chega ao Pará

Ame sua Mente na Escola chega ao Pará

ame sua mente Pará

O Ame sua Mente na Escola chega ao Pará. A formação, que recentemente encerrou suas inscrições, nasce da parceria entre a Secretaria da Educação (Seduc) do Pará, o Instituto Ame sua Mente e a Fundação Itaú Social.

Voltado aos servidores da rede pública estadual de ensino, o programa busca apoiar professores, gestores e demais profissionais no enfrentamento das demandas de saúde mental dentro e fora da sala de aula.

Ame sua Mente no Pará 

A formação realizada no Pará conta com carga horária distribuída em oito módulos. Durante o curso, serão abordados temas centrais como ansiedade, depressão, TDAH, TOD e práticas de autocuidado.

Além disso, três encontros ao vivo irão aprofundar os conteúdos. Ao mesmo tempo, eles irão incentivar a interação entre os participantes. O encerramento está previsto para 5 de dezembro, com a apresentação dos protocolos de encaminhamento.

Segundo especialistas, iniciativas como a oferecida pelo Instituto Ame sua Mente tornam-se fundamentais diante do aumento expressivo de problemas de saúde mental nos últimos anos.

Não por acaso, pesquisas realizadas em São Paulo já mostraram resultados consistentes. Mais de 90% dos educadores que participaram de formações semelhantes afirmaram sentir-se mais preparados para lidar com questões de saúde mental no ambiente escolar. Isso, portanto, reforça o impacto positivo da metodologia.

Nesse cenário, a parceria entre a Seduc Pará, o Instituto Ame sua Mente e a Fundação Itaú Social evidencia a relevância da colaboração entre diferentes setores. Além disso, ao oferecer suporte técnico e científico, o programa amplia a capacidade da rede pública para enfrentar os desafios emocionais que afetam  a aprendizagem e a convivência escolar.

Assim, o Ame sua Mente na Escola reafirma seu papel transformador, ao fortalecer a saúde mental de educadores e estudantes. Também contribui para a criação de uma comunidade escolar cada vez mais saudável, inclusiva e acolhedora.

Paternidade e saúde mental: a importância da presença ativa do pai

Paternidade e saúde mental: a importância da presença ativa do pai

paternidade e saúde mentalA relação entre paternidade e saúde mental tem recebido cada vez mais atenção. Recentemente, o SP1 trouxe histórias de pais que assumiram um papel ativo e presente na vida dos filhos. Esses exemplos, por sua vez, mostram não apenas como essa escolha fortalece o desenvolvimento emocional das crianças, mas também como melhora o bem-estar de toda a família.

Um caso é o de Vanderlei. Ele divide seu tempo entre o trabalho, o futebol de várzea e, ao mesmo tempo, momentos com a filha Mirella. Sua presença constante ajuda a fortalecer vínculos. Ele mesmo reconhece que sua maneira de ser pai reflete o que recebeu de seu próprio pai. Assim, percebemos como gerações podem ser impactadas por esse cuidado.

Apesar de histórias inspiradoras, os números no Brasil ainda preocupam. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, cerca de 11 milhões de mães criam os filhos sozinhas. Além disso, em 2022, mais de 91 mil registros de nascimento não incluíam o nome do pai, o que representa 6,8% do total.

A ausência paterna não se resume à questão legal, como pensão ou herança. Ela também deixa marcas emocionais. A falta de convivência e reconhecimento aumenta a vulnerabilidade das crianças a problemas de saúde mental e emocionais.

Paternidade e saúde mental: importante fator de proteção

O psiquiatra Pedro Pan, especialista em saúde mental do Ame Sua Mente, alerta que a participação afetiva do pai é determinante para o equilíbrio emocional dos filhos. De fato, estudos indicam que crianças que crescem com pais presentes tendem a desenvolver maior autoestima, segurança emocional e, consequentemente, menor risco de transtornos mentais no futuro.

Casos como o de Marcos, que mudou de carreira para estar mais próximo dos filhos, ilustram esse impacto. Ele afirma ainda que a convivência diária fortaleceu o vínculo familiar e trouxe mais estabilidade emocional para todos.

Portanto, a presença paterna não deve ser exceção, mas sim regra. Falar sobre paternidade e saúde mental é reconhecer que ser pai vai muito além do papel de provedor. Significa estar disponível, participar do cotidiano, apoiar emocionalmente e ainda construir lembranças que geram saúde, segurança e amor.

A presença paterna não deve ser exceção, mas regra. Falar sobre paternidade e saúde mental é reconhecer que ser pai vai muito além do papel de provedor: significa estar disponível, participar do cotidiano, apoiar emocionalmente e construir lembranças que geram saúde, segurança e amor.

Leia a matéria completa acessando o link!

Formação em saúde mental fortalece educadores e impacta rede estadual de ensino

Formação em saúde mental fortalece educadores e impacta rede estadual de ensino

Formação em saúde mentalO programaAme Sua Mente na Escola, realizado pelo Instituto Ame Sua Mente em parceria com o Centro Paula Souza (CPS), encerrou as inscrições para um novo ciclo de formação em saúde mental. A iniciativa representa mais um passo importante na valorização da temática no ambiente escolar.

Foram disponibilizadas 5.000 vagas gratuitas, voltadas a professores, gestores e servidores administrativos das Escolas Técnicas (ETECs) e Faculdades de Tecnologia (FATECs) do estado de São Paulo. Dessa forma, a ação deve impactar indiretamente cerca de 315 mil estudantes atendidos pelas unidades do CPS.

Formação em saúde mental

O curso tem um objetivo claro: preparar profissionais da rede pública de ensino para lidar melhor com questões emocionais que afetam tanto profissionais quanto alunos. Para isso, a formação reúne oito módulos online e três encontros ao vivo. Entre os temas trabalhados estão ansiedade, depressão, TDAH, transtorno desafiador opositivo (TOD) e práticas de autocuidado.

A saúde mental dos estudantes é uma pauta urgente. Isso porque apenas 20% dos jovens que apresentam algum transtorno recebem tratamento adequado. Como consequência, aumentam os riscos de evasão escolar, atrasos na aprendizagem e impactos duradouros na vida adulta.

Nesse cenário, a formação em saúde mental oferecida pelo Instituto Ame Sua Mente torna-se essencial. Afinal, ela contribui para que professores e gestores reconheçam sinais, reduzam estigmas e intervenham de maneira mais assertiva no cotidiano escolar.

Os resultados da iniciativa já se destacam. Segundo pesquisa realizada em 2024 com mais de 2.500 educadores que participaram da formação, 90% relataram aumento do conhecimento sobre saúde mental, enquanto 84,3% afirmaram ter reduzido o estigma em relação ao tema. Além disso, nove em cada dez participantes disseram sentir-se mais preparados para lidar com os desafios emocionais em sala de aula.

Assim, a iniciativa reforça o compromisso de transformar a educação em um espaço humano, acolhedor e sustentável, fortalecendo a comunidade escolar.

Infância em risco: Rodrigo Bressan analisa urgência na aplicação da nova lei digital

Infância em risco: Rodrigo Bressan analisa urgência na aplicação da nova lei digital

Infância em riscoA proteção da infância no ambiente digital voltou ao centro do debate. Isso ocorreu após a aprovação do projeto de lei conhecido como ECA Digital. A proposta amplia a responsabilidade das plataformas online no combate a conteúdos de exploração sexual infantojuvenil.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto, mas o Senado ainda precisa analisá-lo. Além disso, a lei só passará a valer após um ano. Especialistas consideram esse prazo excessivo diante da gravidade do problema.

Segundo o psiquiatra Rodrigo Bressan, professor da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e presidente do Instituto Ame sua Mente, a demora compromete a eficácia da legislação. Segundo ele, “as plataformas deveriam implementar avanços tecnológicos com celeridade, mas isso não acontece porque o tema não faz parte do foco das mídias sociais”.

 

Os riscos da infância

Mas, a infância não pode esperar. Pois, enquanto aguardamos a lei entrar em vigor, milhares de crianças e adolescentes continuam expostos à pornografia, à exploração, ao assédio e à violência digital. O caso recente denunciado pelo influenciador Felca – que revelou práticas de adultização e exposição de menores nas redes sociais. – reforça o alerta.

O projeto de lei Eca Digital obriga as plataformas a retirarem conteúdos abusivos, além de exigir que paguem multas pesadas quando descumprirem a lei. Ao mesmo tempo, impõe a implementação de ferramentas de controle parental.

No entanto, especialistas ressaltam: tais medidas só terão efeito real se, de fato, vierem acompanhadas de letramento digital. Afinal, muitas famílias ainda não possuem conhecimento técnico suficiente para configurar sistemas de privacidade.

Bressan reforça que proteger a infância exige uma ação conjunta. Famílias, governo e plataformas digitais precisam atuar em sintonia. Para ele, não basta legislar. Além disso, é preciso aplicar as leis de forma rápida, fiscalizar de maneira eficiente e responsabilizar diretamente as plataformas digitais.

Diagnósticos na infância: os riscos da patologização precoce

Diagnósticos na infância: os riscos da patologização precoce

diagnósticos na infânciaNos últimos anos, o debate sobre diagnósticos na infância tem ganhado espaço no Brasil. Reportagem do Estadão contou com a participação do psiquiatra Pedro Pan, pesquisador da Unifesp e membro do Instituto Ame Sua Mente, que alerta para o crescimento da medicalização e da patologização de comportamentos típicos da infância e da adolescência.

O crescimento dos diagnósticos na infância

Segundo Pedro Pan, escolas passaram a acumular relatórios médicos e laudos de alunos em ritmo acelerado. O que antes cabia em uma pasta, hoje já ocupa armários inteiros. Essa explosão de diagnósticos na infância não significa necessariamente um aumento real dos casos clínicos, mas sim maior conscientização, ampliação dos critérios e também pressões culturais e sociais.

Impactos na escola e nos professores

O psiquiatra destaca que muitas vezes as escolas esperam desempenhos acima da média desde a primeira infância, o que pode gerar encaminhamentos precipitados. Nas redes públicas, por outro lado, há falta de acesso a especialistas e a diagnósticos básicos. Esse desequilíbrio sobrecarrega professores, que acabam assumindo funções clínicas sem formação adequada, aumentando o risco de adoecimento emocional dos educadores.

Diagnósticos na infância não são sinônimo de medicação

Pan reforça que sofrimento infantil não deve ser confundido automaticamente com transtorno mental. O processo de diagnóstico em psiquiatria exige tempo, escuta e análise contextual. Mesmo em quadros como TDAH e TEA, os diagnósticos não devem levar à medicalização imediata, já que intervenções psicossociais e pedagógicas são fundamentais.

Um olhar cuidadoso para a infância

Para o especialista, é urgente diferenciar sofrimento cotidiano de transtornos psiquiátricos, evitando a medicalização excessiva. O caminho não é negar a saúde mental nas escolas, mas sim estruturar formas de cuidado, fortalecer professores e ampliar o acesso real a serviços de saúde.

O debate sobre diagnósticos na infância precisa ir além dos rótulos: antes do laudo, o olhar; antes da medicação, o afeto.

Esquizofrenia: Rodrigo Bressan explica sintomas, diagnóstico e tratamento

Esquizofrenia: Rodrigo Bressan explica sintomas, diagnóstico e tratamento

A esquizofrenia é um transtorno mental grave. Ela afeta a forma como a pessoa pensa, sente e se comporta. Estima-se que quase 2 milhões de brasileiros convivam com a doença. Embora ainda exista muito estigma, o fato é que o tratamento precoce e adequado pode transformar a vida do paciente.

Em entrevista à CNN Sinais Vitais, o psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente e referência nacional em saúde mental, explica que a esquizofrenia apresenta sintomas como delírios, alucinações e perda da capacidade de interação e expressão de emoções.

Esquizofrenia: Rodrigo Bressan explica sintomas, diagnóstico e tratamento

O especialista reforça que, apesar de não haver cura, o tratamento correto permite períodos de remissão e oferece qualidade de vida aos pacientes.

Segundo Bressan, fatores de risco incluem predisposição genética, complicações no nascimento, traumas na infância e uso precoce de drogas — especialmente maconha antes dos 15 anos. Além disso, ele alerta que a esquizofrenia geralmente surge no fim da adolescência ou início da vida adulta, sendo mais precoce em homens.

Tratamento da esquizofrenia

O tratamento envolve o uso de antipsicóticos em conjunto com terapias de reabilitação psicossocial, sempre com apoio multidisciplinar. “Não tratamos a esquizofrenia apenas com remédios. Na verdade, é preciso de um time de saúde mental para reintegrar o paciente à sociedade”, ressalta Bressan. Além disso, ele destaca o papel crucial da família na adesão ao tratamento e no combate ao preconceito.

Por fim, com uma trajetória dedicada à saúde mental e à educação, Bressan lembra que investir no diagnóstico precoce é essencial. Pois além de reduzir o sofrimento, também diminui os custos sociais e econômicos da doença. “A esquizofrenia é tratável, e o paciente pode retomar sua vida com dignidade e função social”, conclui o presidente do Instituto Ame Sua Mente.

👉 Quer ver a matéria completa com a participação de Rodrigo Bressan na CNN? Clique aqui para acessar

Publicada em 6 de agosto de 2025

Saúde mental e IA: como proteger vidas em tempos digitais

Saúde mental e IA: como proteger vidas em tempos digitais

Saúde mental e IA: como proteger vidas em tempos digitais

Saúde mental e IA: tragédias com jovens reacendem debate sobre responsabilidade da tecnologia

A relação entre saúde mental e inteligência artificial (IA) recebe cada vez mais atenção, sobretudo após casos trágicos envolvendo jovens em interações com chatbots. Recentemente, uma reportagem da Record trouxe à tona histórias que levantam questionamentos urgentes: até onde ferramentas como o ChatGPT podem influenciar as decisões humanas? E, além disso, quais são os limites éticos que as empresas de tecnologia devem respeitar?

O caso mais emblemático ocorreu nos Estados Unidos, com Adam Raine, de 16 anos, que morreu em abril. Segundo a família, o adolescente manteve conversas sobre suicídio durante meses com o ChatGPT. Em vez de desencorajá-lo, a IA teria fornecido instruções de autolesão, orientações para esconder tentativas e até ajudado na redação de cartas de despedida. Por essa razão, os pais processam a OpenAI e seu CEO por homicídio culposo. Além disso, exigem indenização e mudanças estruturais, como bloqueios de temas sensíveis e alertas sobre riscos de dependência psicológica.

Outro relato citado pela reportagem envolve uma consultora de saúde de 29 anos que também tirou a própria vida após longos diálogos com um chatbot. Nesse contexto, especialistas alertam: adolescentes e jovens, em fase de formação emocional, podem desenvolver vínculos perigosos com sistemas que simulam empatia, mas não oferecem aprendizados reais de frustração, limite e conflito. Como resultado, aumentam-se os riscos de isolamento social e de agravamento de transtornos mentais.

Nos Estados Unidos, o projeto Tech Justice Law busca responsabilizar juridicamente empresas de tecnologia por danos causados pelo uso de IA. Já no Brasil, embora ainda não exista legislação específica, especialistas apontam que casos graves podem ser enquadrados tanto na LGPD quanto no Marco Civil da Internet.

A visão do especialista

O psiquiatra Rodrigo Bressan, presidente-fundador do Instituto Ame Sua Mente, reforça a importância da prevenção:

“A chance de prevenir o suicídio é muito alta se uma tentativa de suicídio for identificada”, afirma.

Bressan também enfatiza que os sistemas de IA voltados à saúde mental precisam incluir protocolos de monitoramento e mecanismos de alerta. Para ele, a tecnologia deve ser mais uma aliada na proteção da vida, nunca um risco adicional.

Leia a matéria completa acessando o link!

Assine a newsletter e receba conteúdos qualificados sobre saúde mental no seu e-mail.
Faça parte desse movimento #amesuamente

    Nos diga o tipo de conteúdo que tem interesse:

    Newsletter

    Assine a newsletter e receba conteúdos qualificados sobre saúde mental no seu e-mail.
    Faça parte desse movimento #amesuamente

      Nos diga o tipo de conteúdo que tem interesse:

      © 2023 por Ame Sua Mente

      Ame sua mente
      logo_l

      ©2023 por Ame Sua Mente